11 de Abril de 2013
João 3,31-36
“Aquele que vem do alto está acima de
todos. Quem é da terra, pertence à terra e fala coisas da terra. Aquele que vem
do céu está acima de todos. Ele dá testemunho do que viu e ouviu, mas ninguém
aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é
verdadeiro. De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois ele
dá o espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos.
Aquele que crê no Filho tem a vida eterna. Aquele, porém, que se recusa a crer
no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”.
Entendendo
O CRIADOR E A CRIATURA.
Cada um em seu devido lugar!
O escritor do Evangelho, João, aquele
apóstolo bem ligado a Jesus, desenvolve uma reflexão sobre os ensinamentos de
Jesus Cristo, tomando por base os opostos: luzes e trevas, boas e más ações,
crer e não crer, condenar e salvar e, no Evangelho de hoje: céu e terra, mais
diretamente a linguagem de quem está ligado nas “coisas do céu” e daquele que
está ligado nas “coisas da terra”.
Jesus afirma que aquele que vem do alto
está acima de todos. Confirma a grandeza de Deus, ou seja, a soberania do
Criador sobre a criatura.
Com isso, Jesus não quis criar uma
separação entre o humano e o divino. O exemplo disso foi o Pai ter feito seu
Filho nascer homem, assim como nós, morado entre nós e estabelecido um
relacionamento próximo com a humanidade. Jesus não quer que sejamos
autossuficientes e submetamos Deus aos nossos caprichos e linguagens puramente
humanos.
Atualizando
SOMOS DEMASIADAMENTE “HUMANOS”...
“Quem
é da terra, pertence à terra e fala coisas da terra”...
O Evangelho de João, de maneira
admirável, nos faz meditar a forma como estamos apegados às coisas terrenas,
aos bens cá de baixo. O olhar prazeroso e excessivo às coisas, bens e prazeres
do mundo ofusca, muitas vezes, o nosso olhar para as coisas do alto de onde nos
vem a Salvação!
O zelo exagerado que dedicamos aos
nossos pertences, nossos bens materiais, por vezes nos torna materialistas.
Somos assim, somos deste mundo,
agarrados a ele com todas as nossas forças. Preocupados ao extremo com os bens
materiais a ponto de deixar de lado as coisas de Deus alegando que é por causa
da sobrevivência, e nos esquecendo das palavras do Mestre quando diz: “Buscai,
em primeiro lugar o reino dos céus e a sua justiça e o resto vos será
acrescentado”.
É claro que devemos lutar pela nossa
dignidade e qualidade de vida. Ninguém precisa ficar miserável ou abrir mão de
bens e um bom salário para seguir os valores cristãos. Mas que usemos e
desfrutemos dos bens sem apego, sem colocar neles nossa segurança e motivação
maior. Eles passam e nossa vida deve ser continuada. Uma pergunta de Jesus
leva-nos a questionamentos práticos: “Que adianta ganhar o mundo inteiro, se
perde a própria vida?” (Mateus 16,26).
11 de Abril de 2013
Santo Estanislau
“Morreu pelas mãos de um rei que era seu amigo, por ser fiel aos mandamentos de Cristo”
Estanislau nasceu no ano de 1030, em
Cracóvia, na Polônia. De família pobre, teve sua formação educacional e
espiritual com os monges beneditinos. Cursou a faculdade na Bélgica, depois foi
ordenado sacerdote e iniciou seus trabalhos pastorais em sua terra natal.
Era um homem muito caridoso, inteligente
e disciplinado, por isso logo foi consagrado bispo de Cracóvia, pelo papa
Alexandre II. O próprio rei Boleslau II apoiou a decisão do papa, pois admirava
muito Estanislau.
O rei sempre ajudava o bispo Estanislau
no que era preciso para evangelizar, e também na formação do clero. O bispo
também apoiava as decisões certas que o rei tomava em favor do povo. Tinham uma
verdadeira amizade.
No entanto, o rei acabou se apaixonando
por Cristina, que era uma mulher casada, e imediatamente o bispo Estanislau foi
contra e pediu para o rei respeitar o matrimonio, mas o rei não o ouviu e,
desobedecendo-o, mandou raptá-la.
O bispo ameaçou excomungá-lo, mas o rei
não desistiu. Então, Estanislau cumpriu a ameaça. Enfurecido, Boleslau ordenou
a execução do religioso, comandando em pessoa a invasão da igreja de São
Miguel, na Cracóvia, onde Estanislau celebrava missa.
Os guardas, impedidos por uma força
misteriosa, não conseguiram aproximar-se do bispo, tendo o rei de assassiná-lo
com as próprias mãos, de forma brutal, no dia 11 de abril de 1079, quando
Estanislau tinha quarenta e nove anos de idade. Logo, passou a ser venerado
pelo povo polonês, sendo canonizado em 1253.
11 de Abril de 2013
Dia de Atenção à Doença de Parkinson
Segundo a Organização Mundial da Saúde,
cerca de 1% da população com mais de 65 anos tem “mal de Parkinson”. No mundo
todo, mais de quatro milhões de pessoas são afetadas e no Brasil estima-se que
cerca de 200 mil pessoas com mais 60 anos sejam portadoras da doença que foi
descrita pela primeira vez na Inglaterra, pelo médico James Parkinson.
O Parkinson é uma doença degenerativa do
sistema nervoso central, causada pela deterioração progressiva das células nervosas
da parte do cérebro que controla o movimento muscular. Com a degeneração dessas
células o que ocorre é a falta ou a diminuição da dopamina o que passa a afetar
os movimentos da pessoa, provocando diversos sintomas tais como: lentidão,
tremores, rigidez muscular, desequilíbrio, perda do controle muscular,
alterações na fala e na escrita.
O Parkinson não é uma doença fatal, nem
contagiosa. Também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos
avanços científicos, ainda permanece incurável e a sua causa continua
desconhecida até os dias de hoje.
Apesar de ser mais associada ao fator
idade, a doença pode acometer qualquer pessoa, independentemente de sexo, raça,
cor ou classe social. A grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas
geralmente a partir dos 50 anos de idade. Mas pode também acontecer nas idades
mais jovens, embora esses casos sejam mais raros.
O tratamento médico para combater o
Parkinson é baseado em remédios e cirurgias, além da associação com terapias de
saúde complementares tais como a fisioterapia, a fonoaudiologia, a psicologia,
terapia nutricional e ocupacional.




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