21 de Abril de 2013
João 10,27-30
As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna. Por isso, elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior do que todos, e ninguém pode arrancá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um.
Entendendo
JESUS CONHECIA SEUS AMIGOS E
SEUS AMIGOS O CONHECIAM
Ao longo dos três anos de convivência de Jesus e seus discípulos, o diálogo sincero era a base do relacionamento, e isso favorecia para um profundo conhecimento entre o Mestre e os discípulos, chegando a tê-los como amigos. Além do diálogo o jeito amoroso de Jesus tratar cada um, cativava, tocava, convencia.
Os evangelhos falam da capacidade que Jesus tinha de conhecer o íntimo das pessoas. Ele sabia o que se passava no coração dos que lhe ouviam, principalmente dos seguidores. Conhecia a personalidade de cada um, com suas limitações e possibilidades. Tinha consciência de como suas palavras eram recebidas, às vezes, de maneira deturpada. Era otimista na possibilidade do crescimento das pessoas, apesar dos altos e baixos.
Em seu conteúdo Ele orientava os discípulos a respeito do Reino de Deus e suas exigências; falava do Pai, revelando seu perdão e sua misericórdia, e ensinava-lhes o mandamento do amor mútuo. Era próprio dos discípulos O escutarem e procurar viver e a melhor maneira de ensinar a outros. Isso acontecia pelo auto-conhecimento estabelecido, que levava os discípulos à segurança do que defendiam.
Atualizando
O PADRE LEOPOLDO NO SERTÃO DA BAHIA
No evangelho de hoje Jesus se apresenta como um pastor que cuida das ovelhas, que faz uma convivência tão próxima e amorosa, capaz das ovelhas o escutarem, seguirem e recusar outros pastores que ofereciam perigo.
Conheci o Padre Leopoldo, que trabalhava na pequena cidade de Ichu, encravada no sertão baiano, terra de gente religiosa e sofrida pela seca. Leopoldo era espanhol, agitado, homem trabalhador e sensível à realidade dos pobres. Era bastante gordo, cuidava pouco da saúde, pois se lançava tanto na defesa do povo que esquecia de si mesmo.
Fui convidado para pregar em uma das noites do novenário da festa do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da cidade. Posso afirmar que entendi pouca coisa do que ele falava. Juntava o sotaque forte, a agitação e a dicção não muito boa, tudo dificultava.
Padre Leopoldo era amado pelo povo, tanto da cidade como das comunidades rurais. Abriu casa para cuidar de pessoas com deficiências; ajudou os trabalhadores rurais a se organizarem; buscava recursos de fora do país para investir nas mais diversas obras sociais... O coração desse homem era tão grande, que se tornava um verdadeiro pastor e pai do município.
Ainda que o povo não entendesse nada ou quase nada do que ele pregava na missa, o mais importante era a linguagem da caridade que ele era mestre em transmitir.
Diante do ritmo de vida que levava, não resistiu muito tempo e acabou morrendo. A cidade parou, foi tamanha a comoção, crianças, jovens e adultos chorando compulsivamente a morte de um homem estrangeiro, distante de suas origens e familiares, mas, que, com seu exemplo de bom pastor, pode ser conhecido, conhecer suas ovelhas e apresentar bem Aquele em quem acreditava – Jesus Cristo.
Seus familiares espanhóis permitiram que seu corpo fosse sepultado na cidade e, constantemente seu túmulo é visitado. Várias entidades levam o seu nome: Cooperativa, biblioteca, casa de saúde, comunidade... E assim, mais um bom pastor, a exemplo de Jesus, deixa sua marca entre nós!
21 de Abril de 2013
Santo Anselmo
“Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.”
Anselmo nasceu em Piamonte, na Itália, no ano de 1033. Seu pai era Conde e devido ao mau relacionamento com ele, saiu de casa, apenas com um burrinho e um servo.
O jovem buscou a ciência, mas também se entregou aos prazeres. Era cristão, mas não de vivência. Devido aos estudos, 'bateu' no Mosteiro de Bec e conheceu Lanfranc, um religioso e mestre beneditino. Através dessa amizade edificante, descobriu um tesouro maior: Jesus Cristo.
Nesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditina. Seu mestre amigo foi escolhido para ser bispo em Cantuária e Anselmo ocupou o lugar do Mestre, chegando a ser também superior. Um homem sábio, humilde, um formador para as autoridades, um pai. Um verdadeiro Abade.
É dele a frase: “Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.” O santo de hoje é chamado de teólogo-filósofo é doutor da Igreja.
Por obediência à Mãe Igreja, foi substituir seu amigo, que havia falecido, no Arcebispado de Cantuária. Viveu grandes desafios lá, retornando a Piamonte, onde faleceu, ao 76 anos, com fama de santidade e testemunho de fidelidade e amor à Cristo e à verdade.
21 de Abril de 2013
Dia de Tiradentes
Na época em que estava acontecendo a escassez do ouro, muitos mineiros cessaram o pagamento do imposto chamado “quinto”. Mas o Rei de Portugal criou a “Derrama”, obrigando que fossem pagos todos os impostos atrasados.
Com toda esta situação, foi formado um grupo de revoltosos, e esta revolta ficou conhecida como a Inconfidência Mineira, que tinha como propósito, a independência de Minas Gerais. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes era um dos líderes desta revolta.
Quando a revolta dos mineradores foi descoberta pelo governador, a Derrama foi suspensa e foi ordenado que os líderes desta revolta fossem presos.
Durante 3 anos, Tiradentes ficou preso, até que no seu julgamento foi condenado à morte. Todos os outros representantes que também estavam condenados, foram inocentados por Tiradentes. No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes foi levado à forca. Foi enforcado e esquartejado.
Muitos anos após a morte de Tiradentes, ele foi reconhecido como um grande herói do início da história da Independência do Brasil, e mais de 150 anos depois foi decretado como feriado nacional o dia 21 de abril como o “Dia de Tiradentes”.
Fonte: www.colegioweb.com.br
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