16 de Maio de 2013
João 17,20-26
“Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela palavra deles. Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitamente unidos, e o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste, para que contemplem a minha glória, a glória que tu me deste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o farei conhecer ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.
Entendendo
“UNIÃO” – UM JEITO DE VIVER
ENSINADO POR JESUS
A “unidade” ou “união” foi uma das grandes preocupações da pregação de Jesus nos momentos finais de sua despedida. Jesus conhecia bem o coração humano e sua tendência para a divisão, conflitos, e distorção da realidade.
O objetivo de Jesus em defender a tese da “unidade” era o de chegar à compreensão da comunhão das três pessoas que Ele apresentou: Pai, Filho e Espírito Santo. Ele queria levar esse projeto para que toda humanidade vivesse de modo semelhante, a começar pelo pequeno grupo de discípulos, formado por Ele.
A experiência prévia, no Pai, Filho e Espírito possibilitou a Jesus mostrar aos seres humanos o que seria melhor para a humanidade. Sem o amor-comunhão, só existe frustração.
Atualizando
“HERANÇA”CAUSA DE CONFLITOS E DESUNIÃO DAS FAMÍLIAS
Jesus conhecia o íntimo do coração humano e suas tendências egoístas, por isso, em sua despedida, fala muito sobre a necessidade de união do grupo. Pegando como referência a família, célula base da sociedade, percebemos a necessidade dos valores cristãos serem mais bens refletidos na formação entre pais e filhos.
Conforme advogados em Direito de Família e psicólogos especializados em vínculos familiares, as heranças são a causa de vários conflitos familiares, embora tudo dependa de quão valiosos sejam os bens a serem distribuídos entre os familiares do falecido.
Osvaldo Ortemberg, advogado especialista em Direito de Família, menciona que 70% das sucessões são conflituosas quando há uma empresa familiar ou mais de quatro propriedades a serem herdadas.
Miguel Espeche, psicólogo, afirma que a distribuição dos bens é um dos principais motivos de conflitos familiares entre adultos. “Surge uma deterioração a partir de problemas que estavam disfarçados, velhos agravos, concorrência entre irmãos, sensação de ter sido mais ou menos queridos pelos pais”.
Há famílias que, a partir do falecimento de um familiar do qual herdam, ficam afastadas para sempre. Porque não só brigam por causa do dinheiro, mas também pelo poder, dependendo da posição que cada um, historicamente, vem ocupando na família. As brigas por causa de uma herança dificilmente são superadas.
Muitos pais se preocupam apenas com a boa escola que devem escolher para seus filhos, a profissão que lhes dará qualidade de vida e não demonstram a mesma preocupação com a formação dos valores cristãos, quando as crianças estão crescendo.
Quando os valores de Deus não são colocados na formação dos filhos, outros valores tomarão lugar: os ditados pela sociedade. Dentre eles, a valorização dos bens materiais. Explica-se aí, em parte, tantas e tantas famílias brigando, desunidas, perdendo o prazer de uma referência divina, como o “vínculo de sangue”.
16 de Maio de 2013
São João Nepomuceno
“Foi morto por não revelar o segredo de uma confissão”
João nasceu em 1330, em Nepomuk, na Boêmia, atual República Checa. Seus pais eram pobres e já tinham idade avançada quando João nasceu. Com muitas dificuldades, conseguiram formar o filho em doutor em teologia e direito canônico, na Universidade de Praga.
Apesar dos títulos, João preferiu seguir sua vocação à vida religiosa, e ordenou-se sacerdote, tornando-se um grande pregador da Palavra de Deus. Depois passou a ser capelão e confessor na corte, onde enfrentou dificuldades com o rei Venceslau IV, apesar de ter tido o apoio da rainha Joana da Baviera, que era uma mulher muito caridosa.
João tornou-se diretor espiritual e confessor particular da rainha. Narra a história, que o rei não gostava do capelão, e teria exigido que João contasse o segredo de confissão da rainha. E como ele negou, o rei mandou torturá-lo até a morte, quando tinha apenas cinquenta e três anos de idade. Em seguida, mandou jogar o corpo de João nas águas do rio Moldávia, no dia 16 de maio de 1383.
No dia seguinte, a população percebeu um cadáver boiando no rio, circundado por uma luz misteriosa com cinco estrelas, reconheceu que o corpo era do capelão João, e ficou sabendo que tinha sido o rei o mandante do crime. João foi canonizado em 1729 e é celebrado como o “mártir da confissão”.
16 de Maio de 2013
Dia do Gari
Os garis são os profissionais da limpeza pública que recolhem o lixo das moradias, edifícios comerciais e residenciais, além de varrer as ruas e também cuidar da capina da grama. Eventualmente também trabalham no desentupimento de bocas de lobo e na desinfecção de ruas.
O nome profissional de GARI é em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, primeira pessoa a assinar um contrato de limpeza pública com o Ministério Imperial, organizando em 1876, a remoção de lixo das casas e praias do Rio de Janeiro. Os cariocas acostumados com a limpeza das ruas, após a passagem dos cavalos, mandavam chamar a turma do Gary. Aos poucos o nome se generalizou e até hoje são chamados garis.
Para concluir sua tese de mestrado, o psicólogo social Fernando Braga da Costa, varreu as ruas da USP, a fim de comprovar a existência da “Invisibilidade Pública”, ou seja, o trabalhador de rua nada mais é que um ser invisível visto pela população, menos que um poste ou um orelhão. Foram oito anos de experiência diária, por meio turno, compartilhando sujeira, desprezo, descaso dos transeuntes, tratado como uma máquina invisível de limpar.
O sociólogo declara haver uma mudança total na sua maneira de pensar, e a seu ver, os garis são tratados de maneira pior que animais de rua; são tratados como uma "coisa". Às vezes por pressa, falta de sensibilidade ou educação, deixamos de enxergar e valorizar essas pessoas que fazem um trabalho importante e essencial para nossa sociedade.
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