2 de Maio de 2013
Lucas 7,1-10
Quando terminou de falar estas palavras ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. Havia um centurião que tinha um servo a quem estimava muito. Estava doente, à beira da morte. Tendo ouvido falar de Jesus, o centurião mandou alguns anciãos dos judeus pedir-lhe que viesse curar o seu servo. Quando eles chegaram a Jesus, recomendaram com insistência: “Ele merece este favor, porque ama o nosso povo. Ele até construiu uma sinagoga para nós”. Jesus foi com eles. Quando já estava perto da casa, o centurião mandou alguns amigos dizerem-lhe: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, nem fui pessoalmente ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e meu servo ficará curado. Pois eu, mesmo na posição de subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens, e se ordeno a um: ‘Vai!’ Ele vai; e a outro: ‘Vem!’ Ele vem; e se digo a meu escravo: ‘Faze isto!’ Ele faz”. Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado. Voltou-se para a multidão que o seguia e disse: “Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande”. 10 Aqueles que tinham sido enviados voltaram para a casa do centurião e encontraram o servo em perfeita saúde.
Jesus fica admirado pela fé do homem que nem sequer O conhecia, e além do mais, fazia parte do governo oficial que recusava radicalmente as suas ações. O centurião era um oficial do exército romano que comandava muita gente, dando ordens e enfrentando desafios em seu ofício exigente e, no encontro com Jesus, mostra-se como um “homem humilde”.
A fé desse estranho supera a fé que Ele costumava a ver em outros. Isso é motivo de admiração para Jesus, e de aprendizado, para os discípulos.
JESUS RECONHECE O VALOR DE UM HOMEM DA ‘OPOSIÇÃO’
Primeira é que testemunhemos Jesus em nosso meio. Todos nós somos chamados a uma única resposta esperada: a fé humilde e sincera Nele e em sua Palavra.
Segunda é que compreendamos que no novo povo de Deus devem desaparecer os preconceitos raciais, classistas, sociais e culturais que são criados para excluir de determinados grupos humanos, certos direitos.
Não devemos entrar na onda do sensacionalismo da mídia, sobretudo naquela que busca ganhar audiência fazendo espetáculo com o sofrimento das pessoas, alimentando-se de sensacionalismo em programas que anunciam tragédias, e que se tornaram tradicionais ao meio dia e em finais de tarde na televisão brasileira.
Claro que a violência é grande, mas, até que se prove o contrário continuo acreditando que existem muito mais ações do bem e pessoas boas, que não são mostradas como exemplo e referência para a sociedade, do que a violência exposta.
Saiba reconhecer e oferecer como testemunho os “centuriões” da comunidade, do local de trabalho, da vizinhança, do clube social, da família... É preciso ser reconhecedor das pessoas que fazem o bem e são exemplos a serem seguidos.
Tomando por base o Evangelho de hoje, onde uma pessoa de nível social elevado e com função destacada no governo da época, se preocupa com um subalterno, recordo-me de tantas pessoas em nossas paróquias que prestam serviço voluntário e dedicam algumas horas por semana atendendo a quem precisa: médicos, enfermeiros, advogados, psicólogos, assistentes sociais e tantos outros.
EM CADA LUGAR EXISTE UM CENTURIÃO
Basta olhar a realidade onde você mora, com um olhar cristão!
Basta olhar a realidade onde você mora, com um olhar cristão!
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