3 de Junho de 2013
São Carlos Lwanga e companheiros
“Jovens que morreram pela coragem de assumir Jesus Cristo”
A evangelização por meio dos padres chegou à África por volta de 1879 e começou por Uganda. Com cautela e muita paciência, os missionários foram catequizando os habitantes.
Em 1886, o rei Muanga, que era contra os cristãos, assumiu o governo do país e começou uma grande perseguição aos seguidores de Cristo. Um jovem de apenas dezessete anos chamado Dionísio foi apanhado pelo rei ensinando religião. De próprio punho, Muanga atravessou seu peito com uma lança e deixou-o agonizando por toda noite e só permitiu sua decapitação na manhã seguinte. Usou-o como exemplo para avisar que mandaria matar todos os que se assumissem cristãos.
Compreendendo a gravidade da situação, Carlos Lwanga, reuniu todos os cristãos para que rezassem juntos, batizou os que ainda não haviam recebido o batismo e em oração, prepararam-se para um final trágico.
Eram vinte e dois jovens com idade entre treze e vinte anos de idade que, por não negarem a fé, acabaram todos na prisão em Namugongo, e foram condenados à morte.
Para tentar não fazer tantos mártires, o que poderia atrair mais conversões, o rei mandou que Carlos Lwanga morresse primeiro, queimado vivo, dando assim chance aos demais de renegar a sua fé evitando a morte. De nada adiantou, os demais cristãos também foram mortos sob torturas brutais, sendo alguns queimados vivos. Era o dia 3 de junho de 1886.
Os vinte e dois mártires de Uganda foram beatificados em 1920. Canonizados pelo papa Paulo VI, em 1961. Carlos Lwanga foi declarado "Padroeiro da Juventude Africana".
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