O DINHEIRO NUMA MENTE
FRACA, OCUPA O LUGAR DE DEUS!
Todos nós gostamos de ter no bolso o dinheiro necessário para dar-nos dignidade. O dinheiro em si é bom. Mal é o comportamento de quem não sabe usá-lo.
Estamos vivendo um período em que o marketing seduz e leva a pessoa a consumir, a comprar e nunca estar satisfeita com o que se tem. Propagandas bem elaboradas, programas de crédito facilitado, novidades nas vitrines são um verdadeiro apelo a gastar. Acabamos de comprar um aparelho, surge outro mais moderno e o bombardeio em nossa mente é grande, levanta a nossa ambição, e por aí vai!
Há pessoas que usam de meios sujos para conseguir dinheiro. Mentem e enganam com a finalidade de obter lucros e vantagens pessoais; exploram seu semelhante em benefício próprio; e há ainda os que praticam suborno, roubos, assassinatos e tantos outros crimes.
Partindo para uma escala maior... Acompanhamos listas e mais listas dos homens mais ricos do mundo e, entre eles, alguns brasileiros. Como vivem essas pessoas? São felizes por terem fortunas? Duvido muito. A obsessão desenfreada pelo “ter”, acaba tirando o foco do “ser”, que é a própria paz.
A obsessão pelo “ter” leva o rico a três dimensões de sofrimento:
· O de conquistar a riqueza;
· O de manter a riqueza;
· O de oferecer a riqueza.
“Conquistar a riqueza”. Quase sempre uma conquista desenfreada de bens é feita pisando no direito de outros.
“Manter a riqueza”. Para administrar os bens, grande é o medo de um sequestro, de um assalto, da queda nas ações ou bolsa de valores...
“Oferecer a riqueza”. Oferecer parte da fortuna é causa de sofrimento, principalmente, o pensar em morrer e deixar tudo o que acumulou.
Para uma pessoa que deposita sua confiança no dinheiro ou nos bens Deus não tem espaço, “as coisas, os bens” ocupam o espaço do seu coração. O dinheiro é o seu “deus”, sua idolatria.
Jesus é sábio, e a afirmação de hoje é bem fundamentada, revelando a dificuldade de um rico ser salvo e citando “o camelo e a agulha”. Sabemos da importância do dinheiro para nossa sobrevivência, mas, convenhamos, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (1 Tim 6,10).
Pe. Rosivaldo Motta, CSsR
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