03 de Fevereiro de 2016
Marcos 6,1-6
Saindo dali, Jesus foi para sua própria
terra. Seus discípulos o acompanhavam. No sábado, ele começou a ensinar na
sinagoga, e muitos dos que o ouviam se admiravam. “De onde lhe vem isso?”,
diziam. “Que sabedoria é esta que lhe foi dada?”... E mostravam-se chocados com
ele. Jesus, então, dizia-lhes: “Um profeta só não é valorizado na sua própria
terra, entre os parentes e na própria casa”. Ele se admirava da incredulidade
deles. E percorria os povoados da região, ensinando.
Entendendo
JESUS SENTE DIFICULDADE PARA
ATUAR ENTRE OS PRÓPRIOS PARENTES E CONTERRÂNEOS
Vale salientar um detalhe importante
neste evangelho. O primeiro é o fato de Jesus subir ao púlpito e pregar – aqui
Ele não fez uso da palavra porque era reconhecido como o enviado de Deus, mas
porque era um direito que todo israelita adulto possuía na época.
Os questionamentos foram muitos, quando
perceberam que seu conterrâneo explicava o texto bíblico com sabedoria
diferenciada dos rabinos oficiais. O preconceito foi forte, ao afirmarem que
Ele era apenas filho de um carpinteiro. Para eles a vida obedece a uma lógica
imutável. Nessa concepção Deus é visto como um poderoso passivo, que não age na
história dos filhos. Portanto, aquela sabedoria não podia vir de alguém de
origem tão humilde.
Jesus faz um desabafo ao afirmar que “um
profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na
própria casa”. Mais tarde essa afirmação ganha destaque quando Ele é traído por
Judas que, embora não fosse parente de sangue, constituía membro da família
criada por Jesus na fé.
Atualizando
DESENTENDIMENTOS ENTRE OS MEMBROS
DA PRÓPRIA FAMÍLIA – UMA ANÁLISE PSICOLÓGICA!
No meio familiar, a crueldade e a maldade disfarçadas se apresentam como
chantagens emocionais, cerceamentos de liberdade...
É dispensável relacionar aqui as
situações familiares bizarras e extremas, capazes de prejudicar o bom
desenvolvimento emocional de seus membros, incluindo os filhos, cônjuge, netos,
sobrinhos e até o cachorro da casa. Normalmente essas situações dizem respeito
ao alcoolismo, drogas, histerias de várias formas, violência doméstica,
chantagens emocionais, enfim, toda sorte de excessos capazes de perturbar o bom
andamento do relacionamento familiar.
Pode parecer estranho, mas, de fato, o
que interessa considerar aqui é o exercício da maldade, tortura e crueldade. Aqui
falamos da maldade, tortura e crueldade sutil e dissimulada. Esse tipo
disfarçado inclui toda espécie de chantagens emocionais, cerceamentos de
liberdade, desrespeito, omissões e opressões que familiares dirigem uns contra
os outros de forma surda, calada e, muitas vezes, socialmente irreprimível.
Na maior parte das vezes, o discurso de
tais famílias nos dá a impressão de que todos são ótimos e desejam ardentemente
o bem estar dos demais. Mas, avaliando com mais cuidado, veremos que as coisas
são feitas de forma a piorar o estado emocional dos demais ou de alguém,
especificamente.
A existência de famílias com essas
características foi estudada pela ciência, pela primeira vez, em 1959. As
conclusões do primeiro estudo apontaram para uma possível associação entre a
qualidade das relações familiares e o desenvolvimento de uma doença mental da
pessoa. Após vários estudos, concluiu-se que pessoas que passavam a viver
sozinhas, sem os pais ou cônjuges, melhoravam seu comportamento. Isso levou à
conclusão de que o “defeito” estava na família dessas pessoas.
Fonte: www.psiqweb.med.br
A ciência detecta os problemas e tem suas
técnicas para lidar com cada situação. A ciência vista pela luz da fé se torna
uma força a ser porta-voz no tratamento de pessoas sofridas. Em se tratando de
problemas relacionados à família, nenhuma terapia ou busca de resolução
alcançará êxito se não tiver a fé como ponto de partida. Afinal, a instituição
família faz parte de um projeto divino e não de convenção humana, social ou
experimento em laboratório.
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