06 de Fevereiro de 2016
Dia Internacional de Tolerância Zero à
Mutilação
Genital Feminina
A cada ano o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina
alerta e denuncia esta agressão à mulher que ocorre em todo o mundo, sobretudo,
na África e no Médio Oriente.
O flagelo afeta de 100 a 140 milhões de mulheres e meninas,
entre dois e quinze anos de idade,
segundo dados da Organização Mundial da Saúde.
A mutilação genital feminina (MGF)
consiste na remoção total ou parcial de parte dos órgãos sexuais femininos.
Uma das práticas de maior gravidade
chama-se infibulação, e consiste na costura dos lábios vaginais e do clitóris,
deixando somente uma pequena abertura para a urina e a menstruação.
A mutilação genital feminina, que no séc.
XIX chegou a ser praticada nos Estados Unidos e na Europa como forma de
tratamento de problemas como a melancolia, a epilepsia, a masturbação ou a
histeria é hoje reconhecida internacionalmente como uma violação dos direitos
humanos, que não apresenta qualquer benefício à saúde.
A MGF acarreta consequências físicas e
psicológicas graves, começando pelo sofrimento no momento do corte; processo de
cicatrização; risco de infecções resultantes da utilização de instrumentos
contaminados, tais como o HIV/SIDA, hepatite B e C; e morte em muitos casos.
Há também o risco acrescido de
incontinência urinária, infertilidade e dificuldade durante o parto. Certos
tipos de mutilação necessitam ser abertos no momento do parto e novamente
costurados de forma a permitir relações sexuais.
Fonte: eportuguese.blogspot.com.br
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