12 de Fevereiro de 2016
Mateus 9,14-15
Aproximaram-se de Jesus os discípulos de
João e perguntaram: “Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus
discípulos não jejuam?” Jesus lhes respondeu: “Acaso os convidados do casamento
podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo
lhes será tirado. Então jejuarão”.
Entendendo
JESUS IMPEDE QUE SEUS DISCÍPULOS JEJUEM!
O jejum era uma prática religiosa
utilizada por vários grupos religiosos da época. Este foi o motivo da pergunta
feita pelos discípulos de João. Percebemos ai que não são questionamentos
vindos de opositores de Jesus, pois João era seu primo, e também responsável
pela preparação de sua missão.
Dois dos motivos do Jejum eram o de
apressar a vinda do Messias, e a penitência dos pecados. Na resposta, Jesus
mostra que com a sua presença, simbolizada no evangelho pelo noivo, torna-se
desnecessária a prática do jejum para seus discípulos, pois eles já estavam
desfrutando do objetivo real do jejum.
Em um sentido mais amplo, o Jejum
representava a renúncia dos velhos conceitos, as velhas estruturas sociais, as
velhas mentalidades que impediam de enxergar o novo da vida – Deus presente
entre eles, através de seu Filho.
Atualizando
ATUALIZANDO O JEJUM NOS DIAS DE HOJE!
Já no primeiro livro da Bíblia Deus
revela seu objetivo em entregar a nós, humanos, o domínio do universo e de nós
mesmos: “Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” (Gn 1, 28).
A pessoa humana foi
projetada para ser livre e protagonista da sua história. Quando Deus se revela
ao povo hebreu, Ele os tira da escravidão do Egito e oferece uma vida de
cidadãos livres em Canaã. É clara a intenção de Deus em querer que ninguém nos
escravize - nem pessoas, nem coisas.
Só que o vício contraria
essa lógica. A partir do momento que uma pessoa humana é dominada pelo vício,
ela não é mais dona de si mesma, pois está submetida a uma força que vem de
fora. Perde a sua liberdade e se torna escrava de uma força estranha. Seja qual
for o vício.
Quando falamos em vício
lembramos logo dos vícios clássicos e conhecidos popularmente como, por
exemplo, as drogas pesadas, o cigarro, o álcool. Só que são muitas as forças e
instintos que nos dominam fora dessa relação: sexo, poder, dinheiro,
internet...
É preciso pensar também
em outros viciados que não são reconhecidos como tal e que são. Citando alguns
casos:
·
Quantos são viciados em sexo. Comprometem seu casamento, sua
profissão, vida social ou religiosa e não são reconhecidos como viciados!
·
Quantos, mesmo não exercendo poder de destaque como o de um
político, por exemplo, e que são viciados em cargos e funções de destaque!
·
Quantos são os pobres, sem dinheiro ou status, mas viciados
no apego ao pouco que têm!
·
Quantos estão desorientados, viciados na internet, virando
noites e noites em busca de preencher seus vazios fora de si, esquecendo-se que
o preenchimento está dentro deles!
Pensemos nisso! Pois
essas pessoas não mandam mais em si, já são dominadas por forças que as
escravizam e atrapalham. E pode ser que eu, você, nós..., estejamos precisando
de ajuda para fazer uma nova leitura do que significa “liberdade” e a busca do prazer sadio do bem viver.
Deixando os vícios de lado e “atacando” o que é supérfluo...
A Quaresma é tempo
próprio de disciplina do corpo, da mente, do espírito. Um exercício que nos
fará bem e levará à prática de duas ações ao mesmo tempo – jejuar algum
supérfluo, como cerveja, cigarro, café em excesso, coca-cola, chocolate..., e o
dinheiro que gastaríamos com esses produtos, direcionar a uma caridade em
benefício de alguém. Isso beneficiará ao nosso corpo e deixará nossa alma
renovada!
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