13 de Fevereiro de 2016
São Martiniano
“Depois de
cair em tentação, travou uma luta contra seus próprios desejos para não fraquejar
novamente”
Martiniano nasceu no século IV, em Cesareia, na Palestina. Desde criança tinha certeza de sua
vocação em servir a Deus. Aos dezoito anos entrou numa comunidade de eremitas,
e passou a viver recluso.
Ficou conhecido pela sabedoria e vida de
oração. Muitas pessoas procuravam Martiniano para pedir conselhos, orientação
espiritual e até cura de doenças.
A fama de santidade de Martiniano se
espalhou, e atraiu Cloé, uma jovem rica, bela e de maus costumes. Cloé fez uma
aposta com seus amigos que iria desviar o santo monge do caminho de Deus.
Vestiu roupas simples, se disfarçou de
mendiga e foi pedir abrigo para Martiniano que, por caridade a deixou entrar.
Cloé não perdeu tempo, à noite vestiu uma roupa sensual e tentou de todas as
maneiras Martiniano, que acabou não resistindo e caiu na tentação.
Arrependido, Martiniano prostrou-se
diante de Deus e penitenciou-se. Cloé vendo seu arrependimento tão sincero
ficou comovida e também se arrependeu. Pediu orientação a Martiniano, que a
aconselhou ir para o convento de Santa Paula, em Belém.
Cloé se converteu, verdadeiramente, e se
recolheu no convento onde passou o resto de sua vida como uma consagrada a
Deus.
Depois desse ocorrido, Martiniano
mudou-se para uma ilha isolada, onde certa vez, ocorreu um naufrágio de um
navio e uma jovem passageira chamada Fotinia se salvou, e pediu abrigo a
Martiniano na ilha. Para não correr o risco de cair novamente em tentação,
Martiniano acolheu a moça na ilha, e foi embora a nado da ilha. Deus o ajudou e
ele chegou em terra firme, são e salvo.
Depois disso, Martiniano tomou a decisão
de se tornar andarilho para nunca mais ter de abrigar ninguém e ser tentado
pelo pecado.
A vida de São Martiniano nos mostra
que os santos não foram homens e mulheres de aço, que não
cometeram pecados, pelo contrário foram pessoas, como nós, que buscaram viver
uma vida de oração, arrependimento, penitência e profundo desejo de agradar a
Deus. Martiniano morreu na cidade de Atenas, no ano 400.
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