24 de Julho de 2016
Dia da Iluminação Pública no Brasil
Antes e após a chegada dos
portugueses ao Brasil, em 1500, os indígenas (povoadores) utilizavam a luz do
fogo (fogueiras) e a claridade da Lua como forma de iluminar suas noites. Não
há registro de outra forma de iluminação usada na época.
Os portugueses trouxeram
consigo as formas de iluminação utilizadas na Europa, como a lamparina à base
de óleos vegetais ou animal. O óleo de oliva era um dos mais utilizados, mas
era fabricado somente na Europa, por isso tinha altos custos, somente a elite
nobre o utilizava.
Com o alto custo do óleo de
oliva, rapidamente ele foi substituído por outros óleos fabricados no Brasil,
como o óleo de coco e de mamona (principalmente). Posteriormente, foram
produzidos os óleos derivados de gordura animal (principalmente peixes) e
fabricadas velas feitas de gorduras e de cera de abelha (produtos que não eram
utilizados nas residências da população pobre), em razão do alto preço.
Até o século XVIII, não
existia iluminação pública – nos momentos de festas e comemorações, a população
iluminava as faixadas das casas com as velas feitas de sebo e gordura. No
século XIX, algumas cidades brasileiras passaram a ser iluminadas com lâmpadas
de óleo de baleia.
A iluminação pública é essencial à
qualidade de vida nos centros urbanos, atuando como instrumento de cidadania,
permitindo aos habitantes desfrutar, plenamente, do espaço público no período
noturno.
Além de estar diretamente ligada à
segurança pública no tráfego, a iluminação pública previne a criminalidade,
embeleza as áreas urbanas, destaca e valoriza monumentos, prédios e paisagens,
facilita a hierarquia viária, orienta percursos e aproveita melhor as áreas de
lazer.
A melhoria da qualidade dos sistemas de
iluminação pública traduz-se em melhor imagem da cidade, favorecendo o turismo,
o comércio, e o lazer noturno, ampliando a cultura do uso eficiente e racional
da energia elétrica, contribuindo, assim, para o desenvolvimento social e
econômico da população.
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