05 de Agosto de 2016
Santa Afra
“Deixou a
vida leviana e converteu-se ao cristianismo”
Afra nasceu em Augsburg, região da
Bavária, na Alemanha. Era uma jovem pagã de costumes levianos que, sob a
influência da mãe Hilda, prestava culto a Vênus, um deus pagão.
Certo dia, Hilda abriu as portas de sua
casa e hospedou dois homens fugidos da perseguição que o Imperador Diocleciano
fazia contra os cristãos. No momento da refeição os homens fizeram uma oração,
e isso chamou à atenção da mãe e da filha. Não tendo como esconder, eles se
apresentam às donas da casa. Era o bispo Narciso, e o diácono Felix. Aquele
momento tocou e deixou Afra confusa.
Logo em seguida, mesmo sem conhecer
direito o bispo, Afra contou a sua história e confessou sua vida de pecados. O
bispo, vendo que Afra estava realmente arrependida e que sua alma clamava pelo
perdão de Deus, resolveu absolvê-la, desde que se convertesse e fosse batizada
no cristianismo. Ela não só converteu-se como ainda animou sua mãe Hilda e as
outras companheiras, para que fizessem o mesmo. Também decidiu ajudar Narciso e
Félix a continuarem sua fuga, despistando os soldados do imperador.
Após essa bonita mudança Afra foi traída
e denunciada às autoridades pagãs. Na prisão, uma proposta foi feita para que
ela fosse solta – voltar à vida de antes e reverenciar os deuses pagãos. Ela se
recusou e confirmou sua fé em Jesus Cristo. Levaram a jovem para a ilha de
Lesh, tiraram sua roupa, amarraram num poste e a queimaram viva. O martírio de
Afra aconteceu no ano 304.
E não parou por aí. Dona Hilda e três
criadas foram rezar no túmulo de Afra, quando foram flagradas pelos soldados do
imperador. Hilda, a exemplo de sua filha Afra, se recusou a abandonar a fé
cristã, sendo acompanhada nesta decisão também pelas criadas. Todas morreram
queimadas vivas, ali mesmo junto ao túmulo de Afra.
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