1 de Maio de 2013
Mateus 13,54-58
Ele foi para sua própria cidade e se pôs a ensinar na sinagoga local, de modo que ficaram admirados. Diziam: “De onde lhe vêm essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não estão todas conosco? De onde, então, lhe vem tudo isso?” E mostravam-se chocados com ele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa!” E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.
“DE ONDE VEM TANTA SABEDORIA?”
ELE NÃO É O FILHO DO CARPINTEIRO”?
Os conterrâneos de Jesus ficaram admirados com a sabedoria de alguém que eles viram crescer. Movidos por um pensamento conservador da época em que o filho não passava do ensinamento herdado pelos pais e, também pela falta de fé, a admiração passou à desconfiança.
Como pode um filho de artesão possuir tanta sabedoria a ponto de ensinar com autoridade e realizar milagres? Essa pergunta estava na mente de cada um deles.
A resposta de Jesus soa como um desabafo... Cita um antigo provérbio: “Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa!” E, por causa da falta de fé deles, Jesus realiza poucos milagres por lá. A falta de fé é impedimento para que a graça de Deus aconteça.
O Evangelho termina falando de Maria e os irmãos de Jesus. A palavra “irmão” aqui não se refere a filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Entre os judeus daquela época, a palavra “irmão” era utilizada também para “primos” e outros parentes próximos.
O CARPINTEIRO DE ‘ONTEM’ E OS
ASSALARIADOS DE ‘HOJE’
Deus quis que José, um homem trabalhador, fosse o pai adotivo de Jesus e servisse de exemplo para mostrar o quanto o trabalho é abençoado por Deus. Já diz o provérbio popular: Quem trabalha, Deus ajuda!
Conheci um senhor muito esperto que sempre repetia: "quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro". Pensando bem, vamos perceber que aqueles que estão com muito dinheiro, nem sempre são os que trabalham muito. Por que aqueles que trabalham de sol a sol, que levantam e saem de casa ainda escuro..., a faxineira, o lavrador, o operário, os que pegam no pesado são os que menos recebem?
Uma coisa é certa: não é culpa de Deus!
Deus nos criou e ensina como devemos nos comportar dando-nos critérios de justiça. Deu-nos sabedoria para gerir a vida, e nos entregou o planeta: “Crescei, multiplicai e dominai a terra”...
Houve crescimento e a população se multiplicou, mas, no domínio da terra a esperteza prevaleceu. Em estatísticas gerais, 85% dos bens da terra estão nas mãos de 15% de ricos. Sobram apenas 15% para 85% da população mundial sobreviver.
No Brasil, mesmo com o crescimento econômico dos últimos anos, a herança do passado é tão grave que, entre os países vizinhos da América Latina, o Brasil continua sendo o quarto país mais desigual na distribuição de renda.
Como cristãos, jamais deixemos de lutar para que haja mais justiça e solidariedade entre nós, colaborando para que esse quadro mude. Mas, como a sociedade, nem sempre é administrada por pessoas honestas, grande parte da justiça para os pobres, virá mesmo é de Deus: “Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados” (Mateus 5,6).
1 de Maio de 2013
São José Operário
“Padroeiro dos trabalhadores”
Neste dia em que comemoramos o Dia do Trabalhador, em quase todo o mundo, a Igreja quis presentear todos os trabalhadores, homens e mulheres, dando como seu protetor São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus.
São José é o modelo ideal do operário e do trabalhador de uma forma geral. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e trabalhada, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.
Esses foram os motivos que levaram o papa Pio XII a instituir a festa de "São José Trabalhador", em 1955, no dia do trabalhador.
Muito acertada mais esta celebração ao homem "justo" do Evangelho, que tradicional e particularmente também é festejado no dia 19 de março, onde sua história pessoal é relatada.
"Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis das mãos do Senhor a herança como recompensa. Servi a Cristo, Senhor" (Col 3,23-24).
1 de Maio de 2013
Dia do Trabalho
O Dia do Trabalho, comemorado no Brasil e em várias partes do mundo em 1º de maio, é uma homenagem a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.
Dias depois, em 04 de maio de 1886, outra manifestação aconteceu em Chicago e resultou na morte de policiais e protestantes. O evento também foi um dos originários do Dia do Trabalho e ficou conhecido como Revolta de Haymarket. Três anos mais tarde, em 1889, o Congresso Internacional Socialista realizado em Paris adotou como resolução a organização anual, em todo 1º de maio, de manifestações operárias por todo o mundo, em favor da jornada máxima de 8 horas de trabalho.
No ano seguinte, milhões de trabalhadores da Alemanha, Áustria, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Grã-Bretanha, Itália e Suíça fizeram valer as decisões do Congresso de 1889. O dia 1º de maio foi marcado por uma greve geral, onde os operários desfilaram pelas ruas de suas cidades para mostrar apoio à causa trabalhista. O dia passou a ser chamado de “Dia do Trabalho” e passava a comprovar o poder de organização dos trabalhadores em âmbito internacional.
A chegada dos imigrantes europeus ao Brasil trouxe ideias sobre princípios organizacionais e leis trabalhistas, já implantadas da Europa. Os operários brasileiros começaram a se organizar. Em 1917 aconteceu a Greve Geral, que parou indústria e comércio brasileiros. A classe operária se fortalecia e, em 1924, o dia 1º de maio foi decretado feriado nacional pelo presidente Artur Bernardes.
Mesmo tendo sido declarado feriado no Brasil, até o início da Era Vargas o 1º de maio era considerado um dia de protestos operários, marcado por greves e manifestações. A propaganda trabalhista de Getúlio Vargas habilmente passou a escolher a data para anunciar benefícios aos trabalhadores, transformando-a em “Dia do Trabalhador”. Desta forma, o dia não mais era caracterizado apenas por protestos, e sim comemorado com desfiles e festas populares, como é até hoje.
Fonte: pt.wikipedia.org
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