5 de Julho de 2015
Marcos 6,1-6
Saindo dali, Jesus foi para sua própria terra. Seus discípulos o acompanhavam. No sábado, ele começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam se admiravam. “De onde lhe vem isso?”, diziam. “Que sabedoria é esta que lhe foi dada?”... E mostravam-se chocados com ele. Jesus, então, dizia-lhes: “Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa”. Ele se admirava da incredulidade deles. E percorria os povoados da região, ensinando.
Entendendo
JESUS SENTE DIFICULDADE
ENTRE PARENTES E CONTERRÂNEOS
Vale salientar um detalhe importante neste evangelho: Jesus sobe ao púlpito para pregar – aqui Ele não faz uso da palavra porque é reconhecido como o enviado de Deus, mas um direito que todo israelita adulto possuía na época.
Os questionamentos foram muitos, quando perceberam que seu conterrâneo explicava o texto bíblico com sabedoria diferenciada dos rabinos oficiais. O preconceito foi forte, ao afirmarem que Ele era apenas filho de um carpinteiro. Para eles a vida obedecia a uma lógica imutável. Nessa concepção Deus era visto como um poderoso passivo, que não agia na história dos filhos. Logo, a sua sabedoria não podia vir de alguém de origem tão humilde.
Jesus fez um desabafo ao afirmar que “um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa”. Mais tarde essa afirmação ganhou destaque quando Ele foi traído por Judas. Embora o traidor fosse parente de sangue, era um membro constituído da família religiosa criada por Jesus nos apóstolos.
Atualizando
DESENTENDIMENTOS ENTRE OS MEMBROS
DA PRÓPRIA FAMÍLIA – UMA ANÁLISE PSICOLÓGICA!
No meio familiar, a crueldade e a maldade disfarçadas se apresentam como chantagens emocionais, cerceamentos de liberdade...
É dispensável relacionar aqui as situações familiares bizarras e extremas, capazes de prejudicar o bom desenvolvimento emocional de seus membros, incluindo os filhos, cônjuge, netos, sobrinhos e até o cachorro da casa. Normalmente essas situações dizem respeito ao alcoolismo, drogas, histerias de várias formas, violência doméstica, chantagens emocionais, enfim, toda sorte de excessos capazes de perturbar o bom andamento do relacionamento familiar.
Pode parecer estranho, mas, de fato, o que interessa considerar aqui é o exercício da maldade, tortura e crueldade. Aqui falamos da maldade, tortura e crueldade sutil e dissimulada. Esse tipo disfarçado inclui toda espécie de chantagens emocionais, cerceamentos de liberdade, desrespeito, omissões e opressões que familiares dirigem uns contra os outros de forma surda, calada e, muitas vezes, socialmente irreprimível.
Na maior parte das vezes, o discurso de tais famílias nos dá a impressão de que todos são ótimos e desejam ardentemente o bem estar dos demais. Mas, avaliando com mais cuidado, veremos que as coisas são feitas de forma a piorar o estado emocional dos demais ou de alguém, especificamente.
A existência de famílias com essas características foi estudada pela ciência, pela primeira vez, em 1959. As conclusões do primeiro estudo apontaram para uma possível associação entre a qualidade das relações familiares e o desenvolvimento de uma doença mental da pessoa. Após vários estudos, concluiu-se que pessoas que passavam a viver sozinhas, sem os pais ou cônjuges, melhoravam seu comportamento. Isso levou à conclusão de que o “defeito” estava na família dessas pessoas.
Fonte: www.psiqweb.med.br
A ciência detecta os problemas e tem suas técnicas para lidar com cada situação. A ciência vista pela luz da fé se torna uma força a ser porta-voz no tratamento de pessoas sofridas. Em se tratando de problemas relacionados à família, nenhuma terapia ou busca de resolução alcançará êxito se não tiver a fé como ponto de partida. Afinal, a instituição família faz parte de um projeto divino e não de convenção humana, social ou experimento em laboratório.
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