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segunda-feira, 6 de julho de 2015

A LUTA CONTRA O RACISMO E O DIREITO DE SER GENTE NO BRASIL

A LUTA CONTRA O
RACISMO E O DIREITO DE SER GENTE NO BRASIL

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Não é fácil ser negro, pobre, favelado, nordestino, nortista, analfabeto e ser considerado por muitos como raça inferior. Ser vítima do preconceito e da exclusão.

O primeiro passo é convencer a si mesmo de que o fato de ter nascido com a cor da pele diferente, e o fato de fazer parte das minorias não o faz inferior dos demais. É preciso trabalhar a consciência de “ser o que é” e não o que os outros pensam ou dizem. Esta é uma atitude que levanta a autoestima e liberta.

Só que nem todos têm uma família que possa ajudar e dar um sentido de pertença e, muitas vezes, desde criança, a pessoa já é “convencida” pela própria sociedade de que é um ser inferior. Ai fica mais difícil ainda, pois vão se acumulando complexos, atitudes de submissão ou revolta e tantos outros bloqueios. É grande o estrago quando o lado cristão não é desenvolvido conscientemente na prática de vida de uma sociedade.

A luta contra o racismo insere-se entre uma das grandes causas a ser trabalhada pelos cristãos conscientes, no que tange à mudança de mentalidade e tomada de atitude para combater uma “doença histórica” da sociedade brasileira.

A luta contra o racismo passa pela linguagem, imagens, provérbios, ditos populares; para purificar esse conjunto simbólico de todo resquício racista. A luta contra o racismo passa pela justiça social, pela modificação radical da diferença das condições de vida das camadas sociais no Brasil.

Mesmo com algumas medidas tomadas nos últimos anos pelo governo brasileiro, os negros continuam com o menor acesso aos estudos, especialmente em níveis superiores, com baixa remuneração salarial, maior número de desempregados, maior público carcerário, menor presença da imagem na mídia e ligada a funções subalternas e a atos antissociais.

E isso acontece em um país em que, pela primeira vez na história (censo de 2010), indicou que a população negra e parda é a maioria: 50,7% de um total de 190.755.799 pessoas. Dos 16,2 milhões de brasileiros vivendo na pobreza extrema (cerca de 8,5% da população), com renda igual ou menor a R$ 70 por mês, 70,8% são negros.

Necessitamos de estruturas realmente democráticas que não só ofereçam oportunidades iguais a todos, mas que coloquem os negros em iguais condições para usufruí-las. Isto implica em estabelecer regras que favoreçam e reparem as injustiças e distâncias provocadas no passado.

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