23 de Agosto de 2015
Santa Rosa de Lima
Bonita e pretendida pelos jovens ricos, renunciou tudo para consagrar-se a Deus e trabalhar pelos índios e negros do Peru
Rosa nasceu na cidade de Quives, em Lima, no Peru, no dia 30 de abril de 1586 e foi uma mística da Ordem Terceira Dominicana. É a primeira santa da América e padroeira do Peru. Seu nome de batismo era Isabel Flores y Oliva, mas a extraordinária beleza da criança motivou a mudança do nome de Isabel para Rosa. Seus pais eram Gaspar de Flores, espanhol, e Maria Oliva, limenha. Era a terceira dos onze filhos do casal.
Seus pais, antes ricos, tornaram-se pobres devido ao insucesso numa empresa de mineração. Rosa cresceu na pobreza, trabalhando na terra e costurando até altas horas da noite, para ajudar no sustento da família. Cultivava rosas em seu próprio jardim e as vendia no mercado. Por isso é tida como patrona das floristas. Tocava viola e harpa e tinha voz doce e melodiosa. Além de muito bela, Rosa era tida como a moça mais prendada de Lima.
Foi pretendida por jovens ricos de Lima e arredores. Em idade de casar, fez o voto de castidade e tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, após lutar contra o desejo contrário dos pais. Construiu uma cela estreita e pobre no fundo do quintal da casa dos pais e, já na família, começou uma prática de vida religiosa. Foi bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença.
Segundo os relatos de seus biógrafos e dos amigos que a acompanharam, dentre eles seu confessor Frei Juan de Lorenzana, por sua piedade e devoção Santa Rosa recebeu de Deus o dom dos milagres: Curas, conversões, propiciação de chuvas e até mesmo o impedimento da invasão de Lima pelos piratas holandeses, em 1615.
Uma doença prolongada a fez sofrer até a morte, acontecida em 24 de agosto de 1617, aos 31 anos de idade, foi canonizada em 1671. Suas últimas palavras foram "Jesus está comigo!"
Dela, disse o Cardeal Ratzinger, o papa antecessor do papa Francisco: “De certa forma, essa mulher é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativo, mas tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo” (homilia proferida no Santuário de Santa Rosa de Lima, Peru, em 19 de julho de 1986).
No Brasil, alguns municípios como Nova Santa Rosa, no Paraná, e Santa Rosa de Lima, em Santa Catarina, a adotam como padroeira.
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