19 de Fevereiro de 2016
Dia da Morte da Freira e Heroína Baiana,
Joana Angélica
Joana
Angélica era filha de José Tavares de Almeida e Catarina Maria da Silva. Aos
vinte anos, no dia 21 de abril de 1782, entrou para o
noviciado no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa,
na capital baiana.
Ali foi
escrivã, mestra de noviças, conselheira e, finalmente, abadessa. Ocupava a
direção do Convento, em fevereiro de 1822, quando a cidade ardia de agitação contra as tropas
portuguesas do brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo, que tinham
ido para Salvador desde o “Dia do Fico”.
Em 1821,
Salvador já havia sido palco de revoltas, e desta feita os baianos montaram
grande resistência, pois a posse de Madeira de Melo, em 18 de
fevereiro, era tida como ponto alto das forças do Brigadeiro para
derrotar os nativos.
Soldados e
marinheiros portugueses se embriagavam, comemorando e cometendo excessos pela
cidade. A pretexto de perseguir eventuais "revoltosos" atacam casas
particulares e, continuando os ataques no dia seguinte, partem para o Convento
da Lapa. Era uma construção colonial resistente, que ainda hoje existe na
Capital Baiana.
Os gritos
dos soldados são ouvidos no interior do Convento. Imediatamente a Abadessa
Joana Angélica, pressentindo certamente os objetivos da profanação da castidade
de suas internas, ordena que as monjas fujam pelo quintal.
O portão principal
é derrubado e, num gesto heróico, Joana
Angélica abre a segunda porta, postando-se como último impecílio à
inusitada invasão. Conta a tradição, reproduzida por diversos historiadores,
que Joana Angélica exclamou forte:
“Para trás, bandidos. Respeitem a Casa de Deus.
Recuai, só penetrareis nesta Casa passando por sobre o meu cadáver”.
Abrindo os braços, num gesto comovente, tenta
impedir que os invasores passem. É, então, assassinada a golpes de baioneta.
Penetrando no interior do Convento os invasores encontram apenas o velho
capelão, Padre Daniel da Silva Lisboa, a quem espancam a golpes de coronhas,
deixando-o como morto.
Joana Angélica tornou-se assim, a primeira mártir da grande luta que
continuaria até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte, a 2 de julho,
data efetiva da Independência da Bahia.
Fonte: pt.wikipedia.org
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