19 de Fevereiro de 2016
São Gabino
“Padre
corajoso que não se intimidou com a terrível perseguição aos cristãos”
Gabino nasceu no século II, na Dalmácia,
atual Bósnia, numa família da nobreza romana cristã. Na idade adulta, foi viver
em Roma. Lá ele se tornou senador, casou-se e teve uma filha chamada Suzana.
Depois ficou viúvo e decidiu tornar-se sacerdote. Transformou sua casa
numa igreja, consagrou sua filha a Cristo, e a educou com a ajuda do irmão Caio
que já era sacerdote. Juntos, eles exerciam o apostolado em paz, convertendo
pagãos, ministrando a comunhão e celebrando a Eucaristia.
Gabino era parente do imperador
Diocleciano,
que desejou ter sua filha Suzana como nora, mas não conseguiu, pois ela era
consagrada a Deus, e teve o apoio do pai e do tio Caio, que tinha sido eleito
papa em 283.
Irritado, o imperador decretou uma terrível perseguição aos cristãos, a
mais severa registrada na história do cristianismo, e não poupou ninguém. Padre
Gabino procurava de todas as formas consolar e ajudar os cristãos que se
escondiam, por medo da perseguição. Andava vários quilômetros a pé, indo de
casa em casa, animando, rezando missas e preparando os fiéis.
Não mediu esforços para ajudar os cristãos, até que foi preso e
torturado junto com sua filha. Como não negaram a fé em Cristo, pagaram com a
própria vida e, antes de ser decapitado em Roma, no dia 19 de fevereiro de 296,
Gabino ficou seis meses preso numa cela sem luz, onde passou fome, sede e frio.
Foi canonizado em 738 e sua antiga casa,
que havia sido “igreja secreta”, tornou-se uma grande basílica, no século V.
Nela estão guardadas suas relíquias, juntamente com a de sua filha, que também
se tornou santa.
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