04 de Fevereiro de 2016
Marcos 6,7-13
Ele chamou os Doze, começou a enviá-los
dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos impuros. Mandou que não
levassem nada pelo caminho... Dizia-lhes ainda: “Quando entrardes numa casa
permanecei ali até a vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, saí de
lá e sacudi a poeira dos vossos pés, para que sirva de testemunho contra eles”.
Eles então saíram para proclamar que o povo se convertesse. Expulsavam muitos
demônios, ungiam com óleo numerosos doentes e os curavam.
Entendendo
JESUS E A FORMAÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS
Jesus inicia seu trabalho de anunciar
Deus ao mundo, utilizando os doze homens que Ele havia recrutado. Aqui, podemos
perceber alguns traços da formação do Mestre, seja no conteúdo, disciplina
pessoal e metodologia.
Para começar Ele envia em duplas, não
permite que alguém vá sozinho. Isso já mostra a tendência de um Deus
comunitário, sociável, companheiro. Não dá brecha para o individualismo ou a
vaidade de querer bancar o “herói solitário”.
Recomenda despojamento. Pede que leve
apenas o necessário para o trabalho, sem preocupar-se com muitos pertences,
pois a preocupação demasiada com as “coisas” acaba tirando o foco no objetivo a
ser alcançado.
O objetivo a ser atingido é que Deus seja
conhecido e a vida das pessoas seja transformada. Como gesto concreto de
transformação, a cura dos doentes e a libertação de todo tipo de mal que
afetava a vida do povo. Para isso, Jesus dá poderes àqueles homens simples,
habilita-os para a missão.
Atualizando
DEUS NOS LEVA A COMPARTILHAR A VIDA:
EM FAMÍLIA, EM SOCIEDADE, NOS GRUPOS DE AMIGOS...
Todos somos seres sociáveis e não
nascemos para viver isolados. Nosso primeiro grupo sociável é nossa família. A
partir daí, formamos outras convivências coletivas: grupos de amigos, trabalho,
esporte, associações, clubes, comunidade de Igreja...
Não é
fácil conviver em grupo, não importa qual. Neles existem componentes da
complexidade individual: gênios, manias, costumes, jeitos diferentes de viver
trazidos de convívios sociais diferentes. Seus membros devem resolver
diferenças pessoais, encontrar forças e motivos para atuar juntos, desenvolver
atividades e tarefas de caráter coletivo, abrir mão de visões e vaidades
pessoais para construir visões de grupo e aprender como melhorar seu
desempenho, coletivamente.
O
entendimento das necessidades internas do grupo surge como requisito
fundamental para a constituição de uma equipe. A partir do momento que duas ou
mais pessoas se propõem a aturarem juntas, surgem pressões emocionais que
precisam ser equacionadas. Pressões que decorrem da história de vida de cada
um, do senso de identidade, das dificuldades emocionais e relacionais
existentes.
Entender as
necessidades e buscar superar as pressões é tão importante quanto o objetivo
que leva o grupo a existir. Na maioria das vezes uma equipe, grupo ou
comunidade não vive bem porque o individualismo não deixou descobrir a riqueza
que traz a vida em grupo.
Quando um
grupo funciona harmoniosamente, os membros podem concentrar-se em seu objetivo
principal, melhorar a qualidade do trabalho, do relacionamento entre os membros
e, consequentemente, sua relação pessoal. Claro, que tal êxito vai depender da
qualidade da liderança que está à frente. Ao contrário, o grupo que não
consegue viver em harmonia, perderá tempo em disputas pelo controle e em
discussões intermináveis que não trarão resultado algum.
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