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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

SERVIR A QUEM PRECISA, UM PRAZER QUE NOS FAZ RE-VIVER!

SERVIR A QUEM PRECISA,
UM PRAZER QUE NOS FAZ RE-VIVER!


O testemunho de vida de Jesus, baseado na humildade e no espírito de serviço, não foi suficiente para conscientizar os discípulos a respeito do modo de proceder que lhes estava sendo proposto. Entre eles permanecia um espírito mesquinho de competição. Sua preocupação era saber qual deles seria o maior.

Jesus foi claro sobre uma norma de conduta válida para regular as relações entre eles: quem quisesse ser considerado o primeiro e mais importante de todos, deveria ser capaz de se colocar no último lugar e assumir a condição de servo dos demais. O colocar-se em último lugar deveria resultar de um ato livre, sem nenhum complexo de inferioridade. Para isso era necessário superar o próprio egoísmo.

Essa lógica de Jesus não é a mesma praticada pelo mundo de ontem e de hoje, mundo este que  nos estimula a ser  o primeiro, a ser o maior, a ser grande, a ter mais, a “mandar” mais e, às vezes, menosprezando os pequenos, ou aqueles  que nos são subalternos.

Os apóstolos não tinham ainda entendido a proposta desafiante de Jesus. E nós, depois de mais de 20 séculos? Jesus “virou  e continua virando a mesa,” propondo uma condição exigente para sermos seus discípulos: servir, sendo o último, com a simplicidade de uma criança.

Servir é uma Graça que devemos pedir a Deus.  Servir não com autoritarismo, querendo impor o nosso modo de ser e de agir no outro, exercendo sobre ele uma influência dominadora. Para libertar os outros e para ajudá-los a serem eles mesmos, sujeitos da história pessoal e comunitária é preciso modéstia e simplicidade. Não é o orgulhoso, mas  o simples e o humilde que conseguem despertar a força do amor no coração das pessoas.

(Baseado no artigo “Servir é uma Graça!”

de Dom Eurico Veloso, arcebispo de Juiz de Fora-MG)

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