SERVIR A QUEM PRECISA,
UM PRAZER QUE NOS FAZ RE-VIVER!

O testemunho de vida de Jesus, baseado na
humildade e no espírito de serviço, não foi suficiente para
conscientizar os discípulos a respeito do modo de proceder que lhes estava
sendo proposto. Entre eles permanecia um espírito mesquinho de competição. Sua
preocupação era saber qual deles seria o maior.
Jesus foi
claro sobre uma norma de conduta válida para regular as relações entre eles: quem
quisesse ser considerado o primeiro e mais importante de todos, deveria ser
capaz de se colocar no último lugar e assumir a condição de servo dos
demais. O colocar-se em último lugar deveria resultar de um ato
livre, sem nenhum complexo de inferioridade. Para isso era necessário superar o
próprio egoísmo.
Essa lógica de
Jesus não é a mesma praticada pelo mundo de ontem e de hoje, mundo este
que nos estimula a ser o primeiro, a ser o maior, a ser grande, a
ter mais, a “mandar” mais e, às vezes, menosprezando os pequenos, ou aqueles
que nos são subalternos.
Os apóstolos
não tinham ainda entendido a proposta desafiante de Jesus. E nós, depois de
mais de 20 séculos? Jesus “virou e continua virando a
mesa,” propondo uma condição exigente para sermos seus discípulos: servir,
sendo o último, com a simplicidade de uma criança.
Servir é uma Graça que devemos pedir a
Deus. Servir não com autoritarismo, querendo impor o
nosso modo de ser e de agir no outro, exercendo sobre ele uma influência
dominadora. Para libertar os outros e para ajudá-los a serem eles mesmos,
sujeitos da história pessoal e comunitária é preciso modéstia e simplicidade. Não é
o orgulhoso, mas o simples e o humilde que conseguem despertar a força do
amor no coração das pessoas.
(Baseado no artigo “Servir é uma Graça!”
de Dom Eurico Veloso, arcebispo
de Juiz de Fora-MG)
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