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quarta-feira, 17 de maio de 2017

16/05 - Jo 14,27-31a

16 de Maio de 2017


evandia

João 14,27-31a

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração. Ouvistes o que eu vos disse: ‘Eu vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais. Já não falarei mais convosco, pois vem o chefe deste mundo. Ele não pode nada contra mim. Mas é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai mandou.


            Entendendo


“EU VOU, MAS VOLTAREI A VÓS!”

Jesus faz um comunicado e demonstra uma única preocupação, quanto à sua partida. Comunica a sua morte. Tenta suavizar e busca tranquilizar os discípulos amigos, afirmando que eles deveriam ficar alegres por saber que Ele estaria indo para junto de seu Pai. Jesus sabia que, no lado humano, não seria fácil, pois os discípulos estavam perdendo um amigo querido, com quem haviam tido um relacionamento de profunda confiança.

A preocupação maior de Jesus não era com a sua morte, mas com as tentações e falsas propostas que surgiriam após a sua ausência física. Ou seja, o “Príncipe do Mundo”, como Ele chamou o inimigo, buscaria desviar os discípulos com todo tipo de dificuldades. De fato, aconteceu! Muitas foram as perseguições e mortes (martírio) brutais com os seus seguidores. Para Ele, este motivo era causa de maior tristeza que a sua própria morte.

Apesar da incerteza do futuro, os discípulos deveriam alegrar-se. Para transmitir maior segurança ainda, fez um discurso na partida, afirmando que estava indo preparar um lugar e levaria todos com Ele, e comparou o céu com uma morada, para deixá-los familiarizados com a ‘vida que nos espera’ (Cf. João 14,1-3).




Atualizando


SOMENTE A FÉ É CAPAZ DE ALIVIAR
A ANGÚSTIA QUE A SEPARAÇÃO DA MORTE PROVOCA!

Jesus percebeu que a qualquer momento podia ser morto, e fez discursos de despedida. Em um deles, no evangelho de hoje, fez uma afirmação que surpreendeu os discípulos: “Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai”.

            Trazendo para nossa realidade atual, será que alguém chega ao nível elevado de fé a tal ponto de sentir alegria em saber que está perto de morrer, pelo fato de aproximar-se do seu encontro com Deus? É possível, mas muito difícil.
           
A morte continua sendo o ato extremo que assusta a todos. Principalmente pelos vínculos que são estabelecidos por aqui. Constituímos família; vemos florescer nossos projetos, depois de tanta luta; criamos laços de amizade; aprendemos a conviver e nos familiarizamos com as coisas daqui; criamos raízes... A morte nos leva a romper com tudo isso.
           
Somente um estágio profundamente avançado de fé, leva-nos ao desapego a tudo isso. Não me refiro aqui, às pessoas materialistas, que vivem obsecadas com o “ter” e “acumular”, e lidam de forma insensível com a realidade divina. Falo de uma pessoa que tem compromisso com a sua fé, mas que, ainda, não conseguiu chegar a tamanha conquista – encarar com alegria a passagem para a eternidade!

Estamos a caminho! Que o Senhor Ressuscitado abençoe nossa caminhada de fé, nos ajude a tirar o medo e trabalhar essa certeza como uma conquista.

            

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