15 de Setembro de 2014
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João 19,25-27
Junto à cruz de Jesus, estavam de pé sua
mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua
mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu
filho!” Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” A partir daquela hora, o
discípulo a acolheu no que era seu.
Entendendo
NO ALTO DA CRUZ JESUS
ENTREGA SUA MÃE A JOÃO, SEU AMIGO!
A pessoa do
apóstolo-evangelista João representa a presença da Igreja, deixada por Cristo
nos apóstolos. Portanto, ao pé da cruz, João está representando todos nós que
somos igreja. Ao entregar João à maternidade de sua Mãe, nos sentimos entregues
pelo Cristo à maternidade da Virgem.
Não podemos nos esquecer
que para João, a morte de Jesus na cruz não é uma tragédia, ao contrário, é uma
vitória do seu Reino de Amor, por isso que nesse evangelho há sempre uma
referência à "minha hora".
Aquela que se fez serva
desde o anúncio do anjo, e que serviu a Deus com tanta fidelidade na missão,
amadureceu a sua maternidade e agora está preparada para ser Mãe de uma
multidão que iria aderir ao Filho Jesus. Nada mais justo que a primeira
discípula e primeira cristã seja Mãe da Igreja, a cuidar de todos nós.
Atualizando
AS DIFICULDADES DAS
VIÚVAS E VIÚVOS E COMO AJUDÁ-LOS
Para quem nunca passou por isso é difícil
entender como é grande a dor causada pela perda do cônjuge. A mente humana
demora para aceitar essa triste realidade. Amigos e familiares muitas vezes não sabem
como reagir diante desse sofrimento.
É bom lembrar que homem e mulher lidam
com o luto e a solidão de maneira diferente. Quase sempre o homem casa de novo
em menos de um ano e meio depois da morte da esposa, o que dificilmente
acontece com as mulheres. Por que essa diferença?
Ao contrário do que muitos pensam os
homens não casam de novo simplesmente para satisfazer suas necessidades físicas
ou sexuais. O fato é que os homens tendem a ter somente a esposa como
confidente, e talvez seja isso que os arrasta para uma profunda solidão depois
que ela morre.
As mulheres são mais abertas ao diálogo,
mais espontâneas, e por isso são mais capazes de encontrar apoio emocional
apesar de, às vezes, serem esquecidas pelos amigos do marido. Isso em parte
explica por que muitos viúvos talvez achem que um segundo casamento é a única
maneira de vencer a solidão, mesmo correndo o risco de se envolverem
precipitadamente num novo relacionamento.
Para voltar a ter gosto pela vida, quem é
viúvo precisa encontrar o equilíbrio certo entre preservar a memória da pessoa
que amava e cuidar de suas próprias necessidades. Há um texto bíblico que situa
bem a realidade, afirmando que há um “tempo para chorar”, mas também afirma que
há um “tempo para curar” (Eclesiastes
3,3-4).
Apesar de no começo ser difícil, com o tempo, a viúva, ou o viúvo
precisa voltar a ter uma rotina diária e preencher o tempo com alguma
atividade. Por outro lado, as pessoas que convivem com um viúvo ou viúva deve
sempre aciona-lo/a, pedindo sua opinião em determinadas decisões. Isso fará com
que a pessoa se sinta útil.
A lealdade ao cônjuge falecido faz com
que alguns se recusem a deixar o passado para trás. Outros acham que se
divertir um pouco seria uma traição, por isso se recusam a sair ou conhecer
outras pessoas. Como ajudar de maneira suave as viúvas e os viúvos em seu
processo de cura, ou seja, a seguir em frente com sua vida?
Um passo inicial pode ser ajudar a pessoa
a expressar seus sentimentos. É durante os períodos difíceis que a pessoa
talvez precise de um pequeno empurrão na direção certa para não perder contato
com a realidade nem se entregar ao isolamento. Isso tem ajudado muitas viúvas e
viúvos a dar um novo rumo à sua vida.
É verdade que a vida nunca é a mesma
depois da morte da pessoa amada. Mas aqueles que vão em frente com a sua vida
ainda têm muito para dar.
Além desses cuidados humanos necessários,
não se pode abrir mão do principal, ou seja, da presença de Deus na vida da
pessoa que precisa de recuperação. Levá-la a compreender que Deus preenche os
vazios e que nos conhece no fundo do nosso ser. Sua intenção é fazer-nos
felizes e, para isso, cura os nossos males, sara as nossas feridas e nos faz
“viver de novo!”
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