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terça-feira, 20 de junho de 2017

GERAR UM FILHO E ABANDONÁ-LO. UM ATO DE VIOLÊNCIA QUE SÓ O AMOR PODE REPARAR!

GERAR UM FILHO E ABANDONÁ-LO.
UM ATO DE VIOLÊNCIA QUE SÓ O AMOR PODE REPARAR!



Na Bíblia, as recomendações de Deus são claras quanto à formação da família e o reconhecimento da paternidade e da maternidade.

Na formação do casal, Ele diz: “deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gn 2,24). Num dos dez mandamentos, o pedido de respeito aos pais: “Honrar pai e mãe” (Ex 20,12), mostra a importância da família. Recomenda cuidar da viúva e do órfão em caso de morte do pai: “Não façais mal à viúva nem ao órfão. Se os maltratardes, clamarão a mim, e eu ouvirei seu clamor” (Ex 22,21)

Por isso, tudo que vai de encontro à natureza de Deus é “ato de violência”. Foi Deus que criou cada pessoa com a necessidade do carinho de um pai e de uma mãe, do amor paterno e materno, quando falta um dos dois a carência é sentida, e isso pode gerar sentimentos de frustração, desajuste, insegurança, dificuldade de aprendizagem e outras consequências na vida da pessoa.

Nada justifica o abandono a um filho gerado, nem mesmo o “acidente” de tê-lo fora do casamento. A criança não tem culpa. Ela tem que ser assistida. Privar um filho da presença do pai ou da mãe é um pecado grave diante de Deus.

A ciência também reconhece essa necessidade básica da natureza humana, mesmo diante de outros modelos de família que surgem na sociedade atual. É o que afirma Cristina Nacif, pedagoga da UERJ: “...existem lares compostos por uma mãe e filhos; avó e netos; um pai e filhos; duas mães e filhos; dois pais e filhos etc. Contudo, a diversidade na organização das famílias não as exime da obrigação e da necessidade de garantir à criança e ao adolescente o benefício das funções materna e paterna”.


A função materna diz respeito aos cuidados e à atenção acerca das necessidades físicas, morais, intelectuais e emocionais dos filhos. A função paterna refere-se à lei que traça limites para a regulação das condutas. Deus criou tudo e todos na sua mais perfeita ordem.

“FALAR A VERDADE” UMA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO DE BERÇO

“FALAR A VERDADE”
UMA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO DE BERÇO



Ainda quando criança, ouvi muito dos antigos, especialmente meus avós, vindos de formação tradicional e patriarcal: “A palavra do homem é um tiro”. Querendo simbolizar o percurso de uma bala que tem o objetivo de alcançar o alvo sem desvios. Para os antigos de formação rigorosa, uma palavra pronunciada por um homem de bem merecia crédito.

Lembrei-me agora dos provérbios da Bíblia! São dizeres populares que mostram o proceder de um povo. Os provérbios eram frases recitadas, especialmente pelos idosos, pessoas que tinham experiência de vida, aliada a fé em Deus. Vale salientar que esse aprendizado era passado de pais para filhos.

Ainda me servindo de provérbios populares, existe um, bem conhecido: “Casa de pai, escola de filhos”. Pois é! A família foi nomeada por Deus para servir de referência aos filhos que ele mandaria para compor a história da humanidade. A educação de berço, dada pela família, permanece para a vida toda, pois é feita no momento da formação da personalidade da pessoa, trançando assim, o seu caráter.

Para uma criança que aprende desde cedo que a mentira é coisa feia e ela vê o papai e a mamãe serem autênticos e falarem para ela a verdade, tal experiência está sendo formativa. O aprendizado que leva o filho a sentir orgulho dos pais e querer segui-los, não é tanto o que eles falam, mas a maneira que eles vivem. E isso tem que começar cedo.

Para uma família que usa o artifício de enganar a criança para convencê-la a desistir de um querer que não é bom para ela, a criança irá perceber que foi enganada e vai aprender a fazer o mesmo. Uma simples desculpa em um telefonema que a mamãe não quer atender, e o pai diz que ela não está, vai fazer com que a criança perceba que a mentira é normal... “Papai e mamãe mentem!”

Falar a verdade, não enganar, ser autêntico, não falsear informações não é uma qualidade, é um dever do cristão. Vale para a nossa vida pessoal, familiar e para a vida pública. O ato de mentir não pode ser considerado um gesto de uma pessoa esperta, um pequeno truque, uma "tática" para ganhar uma discussão. 


Mentir é um mal, é um desvio... Pode ser, também, uma atitude covarde de alguém que ainda não teve coragem de assumir a autenticidade da vida.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A COBIÇA CONTINUA SENDO CAUSA DE DISCÓRDIA DE MUITAS FAMÍLIAS

A COBIÇA CONTINUA SENDO
CAUSA DE DISCÓRDIA DE MUITAS FAMÍLIAS


(Disputa por Heranças)

Não há limites nos caminhos e estratégias em disputas por heranças. A maior parte das desavenças acabam nos tribunais, onde processos contam casos de falsificações e roubo de documentos, alegações de insanidade de quem fez o testamento ou suspeição de testemunhas. Por vezes, chega-se ao homicídio.

O direito à herança é garantido pela própria Constituição brasileira, seja ela legítima ou testamentária. O problema começa quando os herdeiros ou quem ficou de fora do legado começam a buscar ou defender judicialmente o seu quinhão.

Uma pessoa se casa, sai de casa nove anos depois sem explicação e sem deixar rastros e, após 20 anos, sem nunca ter contribuído financeiramente para as despesas da filha e da esposa, com outra família em cidade distinta, retorna e entra na Justiça para se separar judicialmente e ter parte na herança que a ex-mulher recebeu dos pais... São diversas situações que vão parar na justiça e provocam o desassossego das famílias.


Muitas são as famílias que, após a morte, principalmente dos pais, perdem completamente o sentido dos vínculos de sangue, devido ao grande pecado da ‘cobiça’, tão antigo em sua definição, mas, pela pouca sintonia com os valores cristãos, continua fazendo vítimas e provocando rachas em instituição tão sagrada, como a família.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

REFLEXÃO DO PAPA FRANCISCO SOBRE O ESPÍRITO SANTO

REFLEXÃO DO PAPA
FRANCISCO SOBRE O ESPÍRITO SANTO



Não tornar o Espírito Santo “prisioneiro de luxo”

A vida cristã, reiterou Francisco, “não é uma ética: é um encontro com Jesus Cristo”. E é o próprio Espírito Santo que “me leva a este encontro com Jesus Cristo”:

“Mas nós, em nossas vidas, temos em nossos corações o Espírito Santo como um ‘prisioneiro de luxo’: não deixamos que ele nos impulsione, não deixamos que nos movimente. Ele faz tudo, sabe tudo, sabe nos lembrar o que Jesus disse, sabe nos explicar as coisas de Jesus.

Somente uma coisa o Espírito Santo não sabe fazer: 'cristãos de salão'. Isto ele não sabe fazer! Ele não sabe fazer 'cristãos virtuais'. Ele faz cristãos reais, Ele assume a vida real como ela é, com a profecia de ler os sinais dos tempos e assim nos levar avante. É o maior prisioneiro do nosso coração. Nós dizemos: ‘É a terceira Pessoa da Trindade e acabamos ali...".

Refletir sobre o que o Espírito Santo faz em nossas vidas

Esta semana, acrescentou o Papa, “nos fará bem refletir sobre o que o Espírito Santo faz em nossa vida” e perguntar-se se “ele nos ensinou o caminho da liberdade”. O Espírito Santo, que habita em mim, continuou Francisco, “pede-me para sair: tenho medo? Como é a minha coragem, que o Espírito Santo me dá para sair de mim mesmo, para dar testemunho de Jesus?” E ainda: “Como está a minha paciência nas provações? Porque o Espírito Santo também dá a paciência”:

“Nesta Festa de Pentecostes pensemos: “Realmente eu acredito ou é uma palavra, para mim, o Espírito Santo?’. E procuremos falar com ele e dizer: “Eu sei que estás no meu coração, que estás no coração da Igreja, que levas adiante a Igreja, que fazes a unidade entre nós, mas diferentes entre nós, na diversidade de todos nós”.


Fonte: br.radiovaticana.va

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A ALEGRIA PRECISA VIR DE ‘DENTRO’, CASO CONTRÁRIO O PRAZER É CURTO E NÃO REALIZA

A ALEGRIA PRECISA VIR DE ‘DENTRO’,
CASO CONTRÁRIO O PRAZER É CURTO E NÃO REALIZA



A tradição cristã e a devoção popular acentuaram, ao longo de muitos anos, o lado sofredor de Jesus muito mais do que o do Cristo vencedor.  O exemplo disso é que lotávamos as igrejas na Sexta-feira da Paixão, e no Domingo de Páscoa, não tínhamos o mesmo número.

Paramos muito na imagem do Cristo pregado na cruz. Claro que a intenção foi boa, pois quis nos mostrar o que Jesus foi capaz para nos dar a salvação, e também passar a mensagem que não há vitória sem luta.

É preciso perguntar a nós mesmos: A fé está nos levando a ser pessoas mais alegres e felizes? 

Não falo aqui, de uma alegria momentânea, alimentada apenas por encontros sociais e festas. Tudo isso é bom, mas passa muito rápido a sensação de bem estar. Se a alegria não vier de uma realização interior, não realiza. Falo da alegria profunda que Jesus defende; aquela que vem de dentro, que é fruto do Espírito. Aquela que as crises, perdas e aparentes fracassos da vida abalam, mas não são capazes de continuar prevalecendo.

É bonito ver uma pessoa chegar a esse grau permanente de alegria interior, estando sempre de alto astral, mesmo diante das dificuldades. É bom ver uma pessoa que passou por um “baque” e, mesmo sofrendo, soube dar a volta por cima. É bom ver uma pessoa idosa que, mesmo com a fragilidade do corpo e das doenças, cria motivos para ser feliz. É bom ver pessoas que diante do sagrado, expressam felicidade, como o simples gesto de receber a Eucaristia com ar de riso e semblante convicto do “Corpo” que ‘tomará posse’!

Caso você ainda não tenha chegado a essa maturidade de fé, busque-a na oração, crie a sua intimidade pessoal e comunitária com seu Deus, e não perca o “foco”!


É impossível buscá-Lo e não tê-Lo como resposta!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

UMA VERDADE “MAL DITA”, PODE CAIR PIOR QUE UMA MENTIRA

UMA VERDADE “MAL DITA”,
PODE CAIR PIOR QUE UMA MENTIRA



Falar a verdade! Eis um grande desafio! Para nós, cristãos, a verdade está no conteúdo da mensagem de Jesus Cristo a quem seguimos: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!” (Jo 14,6). Quase sempre sentimos dificuldade em sermos autênticos, em ser nós mesmos diante dos outros.

Outra dificuldade que sentimos é a de corrigir ou criticar construtivamente alguém, com medo de sermos mal interpretadas. Com esta postura, escondemos a verdade e acabamos praticando a mentira, até mesmo em nome do amor. Esta não é uma postura correta. 

Para que haja crescimento em qualquer área da vida, a pessoa precisa saber o que há de errado em suas atitudes. Só assim ela poderá reconhecer a sua falha e procurar a devida correção. Se uma pessoa ama alguém, ela não pode esconder desse alguém a verdade, sob pena de prejudicá-lo. 

Na vida de cada dia, a falta de sinceridade que gera mentira, pode acontecer dentro de casa, na própria família. Certo pai precisava dizer para sua filha adolescente que o namoro dela não era ideal naquele momento, pois estava atrapalhando os estudos. Mas ele não tinha coragem de dizer a verdade com medo de ofender a sua filha apaixonada. 

O amor é dependente de uma atitude. O amor é uma ação, não um sentimento simplesmente. É impossível amar sem agir. Sem dúvida, a preocupação desse pai nascia do amor, mas a sua falta de atitude não demonstrava amor para com a filha. 

Encontramos pessoas maravilhosas que são verdadeiros amores, mas escondem a verdade. Outras, falam a verdade, mas não demonstram amor. É preciso equilíbrio. As pessoas tendem a ver a verdade e o amor como forças opostas, difíceis de serem conciliadas. A falta de um equilíbrio entre as duas forças pode ser fatal, porque ao esconder a verdade em nome do amor provoca-se estagnação no crescimento espiritual e material da pessoa amada.

É necessário lembrar que a verdade deve ser dita com sabedoria. Ela tem o dia, o momento certo e a maneira de falar. A falta de sabedoria em falar na hora errada e de forma estúpida pode cair pior do que o efeito de uma mentira. Lembro-me de uma senhora maravilhosa que sofria com a bebida e vida de traição do marido. Só que ela esperava o “dito cujo” chegar embriagado da rua, para “quebrar o pau”. O resultado foi triste – violência, delegacia, separação...


À medida que crescemos em nosso relacionamento com Deus, nós crescemos também em nossa capacidade de abordar os desafios da vida com a verdade. O Espírito Santo fará em nós o discernimento necessário para tratar cada situação com sabedoria. Busquemos, então, ter sempre como meta, o crescimento da nossa espiritualidade, para evoluirmos na sabedoria e graça de Deus.

A DIFÍCIL TAREFA DE PERDOAR, APÓS O GOLPE DA TRAIÇÃO

A DIFÍCIL TAREFA DE
PERDOAR, APÓS O GOLPE DA TRAIÇÃO



Jesus deu seu exemplo perdoando várias vezes, inclusive no momento de dor na cruz, quando tinha acabado de sofrer toda humilhação injusta: “Pai, perdoai, eles não sabem o que fazem!” Se Jesus é nossa referência maior, devemos toma-lo por exemplo. Sei que é difícil, pois quando uma pessoa é traída, normalmente tem um sentimento de ódio, por isso é difícil perdoar.

Fomos criados a imagem e semelhança de Deus. O Antigo Testamento mostra que Deus foi traído muitas vezes pelo seu povo, que deixou de adorá-Lo para seguir outros deuses. Da mesma forma nós, cometemos adultérios espirituais com Jesus cada vez que pecamos, ou deixamos de adorá-Lo por outros prazeres. Jesus como Deus nos perdoa sempre, e como fomos criados a Sua imagem, devemos buscar ser parecidos com Ele e, portanto, perdoar.

O perdão é um dos atos mais nobres do cristianismo. Ainda mais quando o perdão é em decorrência de uma traição, onde envolve a família. Busque forças em Deus. Reze para que Deus te ajude a perdoar. Busque ajuda do seu padre, colega de paróquia ou uma pessoa que você tem como referência cristã.


Assim que o perdão acontecer você irá perceber que valeu a pena. O inimigo quer nos destruir sempre e coloca fogo onde a situação já é delicada, sobretudo em nossas relações conflituosas que deixam marcas. Não permita que isso aconteça. Perdoar é a melhor opção.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

DEUS DEIXA NOSSA FAMÍLIA PARA SER UM “CAMINHO” ATÉ ELE!

DEUS DEIXA NOSSA
FAMÍLIA PARA SER UM “CAMINHO” ATÉ ELE!



Deus se revela à humanidade como um “Deus Família”. Defende o vínculo de sangue como algo sagrado que dá motivação, pertença e continuidade à história. Ao apresentar-se à humanidade, traz os vínculos hereditários familiares: “Eu sou o Deus de Abraão, Isaac e Jacó... Jesus chama Deus de “pai”!

Por muitos anos a humanidade seguiu um estilo de família tradicional, constituída pelos laços de sangue: esposo, esposa, filhos, netos, genros, noras... A família era um referencial que dava segurança e era responsável pelos valores passados e orientados para a continuidade da tradição e formação do caráter da pessoa. Em uma pesquisa recente, o resultado aponta para 49% o percentual das famílias tradicionais no Brasil.

Ainda que o modelo patriarcal tenha tido falhas, principalmente pela imposição e medo mais do que pelo diálogo e respeito, a perda desse referencial tem trazido consequências à sociedade. Novos modelos surgem e, nessa diversidade, ainda que ofereça valores que a família tradicional carecia, a sociedade ainda não encontrou um jeito que possa preencher a realização que a família tradicional proporcionava, sobretudo, no sentimento de pertença, transmissão de valores e respeito aos vínculos de sangue.

Para o cristão que tem a família como instituição divina, a perda do referencial humano constituído pelos vínculos de sangue é reforçada pela família divina que Jesus oficializou:

“E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mateus 12,47-50).

Muitos encontram o prazer de viver entre seus irmãos de comunidade, igreja, grupos de oração, pastorais, movimentos e trabalhos solidários; outros encontram numa mãe ou pai adotivo, a compensação de um desprezo ou perda, e ganham uma nova família; outros, até mesmo numa instituição, como abrigo, creche, orfanato o aconchego de voluntários de bom coração que se realizam em estender a mão aos carentes...


Onde há a decadência e a falha humana, a Graça de Deus sempre age para que cada pessoa encontre Nele, a fonte de sua realização.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

QUANTO MAIOR É A FÉ DE UMA PESSOA, MAIOR É A SUA ALEGRIA!

QUANTO MAIOR É A FÉ DE
UMA PESSOA, MAIOR É A SUA ALEGRIA!




A ressurreição veio confirmar o que antes já havia sido anunciado – o nosso Deus é o Deus da alegria! A consciência de fé de um cristão leva-o a ser uma pessoa alegre, mesmo diante das tristezas da vida. As tristezas passam a ser passageiras e superadas pela certeza de que, estando com Ele, resolveremos qualquer situação.

A primeira mensagem que o anjo trouxe ao anunciar a Maria de que ela ficaria grávida pela ação do Espírito Santo foi:Alegra-te, ó cheia de graça”! Ainda grávida do Salvador, Maria visita Isabel, e sua prima constata o que disse o anjo, e diz: “Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre”! Mais tarde é a própria Maria que certifica a alegria em estar com Deus: “Minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador!”

Confirmando toda essa revelação de Deus, o Cristo ressuscitado aparece, mais uma vez, e a frase inicial da aparição é: “Alegrai-vos, não tenhais medo”! O medo é um obstáculo que impede a nossa alegria.


Diante de tudo isso, podemos afirmar que a nossa alegria depende do estágio de fé que nos encontramos. Fé que deve ser no Cristo ressuscitado. A pessoa pode até ter fé, mas ainda não ter feito a passagem do Cristo sofredor da cruz para o vencedor da ressurreição. Essa pessoa ainda chegou à confiança do Deus que caminha conosco e nos leva a vencer desafios que jamais seríamos capazes. Tudo isso para recuperar a nossa alegria e prazer de viver.

sábado, 15 de abril de 2017

PAPA FRANCISCO FAZ APELO PELA PAZ EM SUA MENSAGEM DE PÁSCOA

PAPA FRANCISCO FAZ APELO PELA PAZ
EM SUA MENSAGEM DE PÁSCOA



O Papa Francisco lembrou em uma série de países que vivem conflitos nesse momento na sua mensagem de Páscoa, e fez um apelo pela paz.

A fila crescente de migrantes e refugiados que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça não deve ser esquecida. Estes irmãos e irmãs encontram muitas vezes na estrada a morte ou a recusa daqueles que poderiam oferecer-lhes uma recepção e ajuda.

A Síria é país devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, de morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da sociedade civil. Com boa vontade e a cooperação pode-se recolher os frutos da paz e começar a construir uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão.

Que a mensagem de vida proclamada pelo anjo perto da pedra encontrada afastada do túmulo de Jesus derrube a dureza de nossos corações e promova uma frutífera troca entre povos e culturas em outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e Líbia.

Papa Francisco

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O VÍCIO COMPROMETE A NOSSA LIBERDADE E NOS TORNA ESCRAVOS

O VÍCIO COMPROMETE
A NOSSA LIBERDADE E NOS TORNA ESCRAVOS



Dialogando com os judeus Jesus desenvolve o tema “liberdade”. Diz que o pecado gera escravidão e impede a pessoa de ser livre para construir a sua história. Afirma que a verdadeira liberdade está em assumir-se como filho de Deus. O verdadeiro cristão sente a necessidade de, após cada ato falho cometido, receber o perdão e continuar livre.

O vício é uma forma de escravidão, ele provoca uma inversão de valores. Ao invés da pessoa mandar nele, é ele que manda na pessoa. Logo, essa pessoa viciada não é livre, porque está aprisionada a uma força que vem de fora.

O sexo pode ser um vício que domina e controla a vida de uma pessoa, levando-a viver e pensar somente nele, além de reduzir a pessoa a um objeto de desejo. A internet pode ser um vício, se faz a pessoa deixar outras atividades e relacionamentos para ser dominada pelas relações virtuais. As drogas são vícios que dominam, arrancam a pessoa do convívio familiar, social e mata aos poucos...

Pensando o vício como uma forma de escravidão, ou atração forte que nos domina e muda nossa rotina, devemos pensar também que todos nós temos tendências viciosas, em pequena ou grande escala. Até nossas manias podem se tornar vícios, modificando o nosso comportamento e comprometendo nosso jeito livre e sadio de viver.


Conheço um amigo que, diariamente, ao levantar, sente a necessidade de tomar um cafezinho feito na hora... No início, um costume sadio. Ao passar do tempo, o costume tornou-se uma tradição indispensável, a ponto de, na falta do cafezinho, o amigo sentir dores de cabeça e outras reações vindas do corpo. Este simples exemplo mostra a necessidade de sermos senhores do nosso corpo, das nossas vontades, das tendências que podem começar pequenas e tornarem-se viciosas, e comprometerem a nossa liberdade.

quarta-feira, 29 de março de 2017

VIVER NO MUNDO E NÃO SER DO MUNDO

VIVER NO MUNDO E NÃO SER DO MUNDO



            Após Jesus ter curado o paralítico, os judeus O perseguem e querem matá-Lo, por Ele não observar a Lei e suas restrições sobre o trabalho no sábado. E Jesus responde: “Meu Pai continua trabalhando até agora e eu trabalho também”.

            Mesmo ameaçado de morte e tendo, certamente, seu lado emocional abalado, Jesus não negou os valores de Deus.

            O cristão de hoje é constantemente desafiado a negar os seus valores. Claro que não se trata como naquela época, da rejeição a Jesus pela ignorância e fanatismo dos judeus.

            O cristão de hoje precisa ter firmeza de personalidade para recusar uma proposta indecente de corrupção ou desvio de verbas; de não se aproveitar dos mais humildes para fazer escada ao seu crescimento econômico; de não ter vergonha de assumir a sua fé, mesmo estando diante de amigos e familiares que discordem e critiquem o seu jeito de ser e viver.


            É estar no mundo, mas não ser do mundo. É ter a firmeza de conviver com todos e respeitar a todos, mas não abrir mão de ser homem ou mulher de Deus.

segunda-feira, 20 de março de 2017

O ‘CABEÇA DURA’ SENTE DIFICULDADE DE OBEDECER, ATÉ OS PRINCÍPIOS DE DEUS

O ‘CABEÇA DURA’ SENTE DIFICULDADE 
DE OBEDECER, ATÉ OS PRINCÍPIOS DE DEUS




“Cabeça dura!” Esta é uma expressão popular que está de norte a sul do Brasil. Entendemos por “cabeça dura” a pessoa teimosa, difícil de mudar sua posição, ainda que o outro tenha argumento a convencê-la. São pessoas que não ouvem conselhos e preferem manter seu orgulho próprio, ao invés de aprender com os outros.

Este tipo de comportamento está ligado diretamente ao caráter, ou seja, à maneira com que a pessoa foi formada, principalmente na infância e adolescência, que são fases da formação da personalidade.

Um caráter bem formado, seja na educação dada pela família ou as boas influências do local onde a pessoa viveu e cresceu, fará com que ela tenha êxito na vivência em sociedade e, certamente, no respeito aos princípios divinos. Um caráter formado numa família e num ambiente conturbados, certamente levará a pessoa ao orgulho e ao fracasso.

Muitos são os textos da Bíblia que falam da pessoa fechada em suas verdades, classificando-a de: “cabeça dura”, “teimosa”, “soberba”, “arrogante”... 

“Fizeram para si um bezerro de metal fundido, e o adoraram, oferecendo a ele sacrifícios e dizendo: ‘Israel, este é o seu deus que tirou você do Egito’”. E Deus disse: “Vejo que esse povo é um povo de cabeça dura. Agora, portanto, deixe-me, porque minha ira vai se acender contra ele, até consumi-lo” (Gênesis 32,8-9).

Aquele que teima em desprezar as correções será esmagado de repente, sem remédio (Provérbios 29,1).

A soberba precede o abatimento; antes da queda, a arrogância (Provérbios 16,18).

As passagens bíblicas mostram clareza sobre a queda daqueles que, mesmo alertados e conscientes, insistem no erro, seja ele pessoal, familiar, financeiro ou social.

Quando somos advertidos estamos diante de dois caminhos a serem tomados: o primeiro é o de resistir ao ensino, o outro é de sermos humildes e aceitarmos a mudança.

A humildade deve fazer parte do nosso caráter. A verdadeira humildade nasce de um coração que está sempre pronto a aprender, tirando de si todo orgulho e autossuficiência.


Deus em sua sabedoria usa formas diferentes para nos orientar. Uma delas é através de pessoas sensatas que recebem o dom especial do “conselho” fecundado pelo Espírito Santo. Não seja uma pessoa “cabeça dura”! Não plante um futuro amargo e doloroso, recusando a correção no presente.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

QUARESMA É TEMPO DE JEJUAR VÍCIOS E JEITOS EXTRAVAGANTES DE VIVER

QUARESMA É TEMPO DE JEJUAR
VÍCIOS E JEITOS EXTRAVAGANTES DE VIVER



Já no primeiro livro da Bíblia Deus revela seu objetivo em entregar a nós, humanos, o domínio do universo e de nós mesmos: “Crescei e multiplicai-vosenchei e dominai a terra” (Gn 1, 28).

A pessoa humana foi projetada para ser livre e protagonista da sua história. Quando Deus se revela ao povo hebreu, Ele os tira da escravidão do Egito e oferece uma vida de cidadãos livres em Canaã. É clara a intenção de Deus em querer que ninguém nos escravize - nem pessoas, nem coisas.

Só que o vício contraria essa lógica. A partir do momento que uma pessoa humana é dominada pelo vício, ela não é mais dona de si mesma, pois está submetida a uma força que vem de fora. Perde a sua liberdade e se torna escrava de uma força estranha. Seja qual for o vício.

Quando falamos em vício lembramos logo dos vícios clássicos e conhecidos popularmente como, por exemplo, as drogas pesadas, o cigarro, o álcool. Só que são muitas as forças e instintos que nos dominam fora dessa relação: sexo, poder, dinheiro, internet...

É preciso pensar também em outros viciados que não são reconhecidos como tal e que são. Citando alguns casos:

  • Quantos são viciados em sexo. Comprometem seu casamento, sua profissão, vida social ou religiosa e não são reconhecidos como viciados!

  • Quantos, mesmo não exercendo poder de destaque como o de um político, por exemplo, e que são viciados em cargos e funções de destaque!

  • Quantos são os pobres, sem dinheiro ou status, mas viciados no apego ao pouco que têm!

  • Quantos estão desorientados, viciados na internet, virando noites e noites em busca de preencher seus vazios fora de si, esquecendo-se que o preenchimento está dentro deles!

Pensemos nisso! Pois essas pessoas não mandam mais em si, já são dominadas por forças que as escravizam e atrapalham. E pode ser que eu, você, nós..., estejamos precisando de ajuda para fazer uma nova leitura do que significa “liberdade” e a busca do prazer sadio do bem viver.

Deixando os vícios de lado e “atacando” o que é supérfluo...


A Quaresma é tempo próprio de disciplina do corpo, da mente, do espírito. Um exercício que nos fará bem e levará à prática de duas ações ao mesmo tempo – jejuar algum supérfluo, como cerveja, cigarro, café em excesso, coca-cola, chocolate..., e o dinheiro que gastaríamos com esses produtos, direcionar a uma caridade em benefício de alguém. Isso beneficiará ao nosso corpo e deixará nossa alma renovada!