15 de Outubro de 2013
Enquanto Jesus estava falando, um fariseu o convidou para jantar em sua casa. Jesus foi e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que ele não tinha feito a lavação ritual antes da refeição. O Senhor disse-lhe: “Vós, fariseus, limpais por fora o copo e a travessa, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai em esmola o que está dentro, e tudo ficará puro para vós”.
JESUS ACEITA MAIS UM CONVITE PARA
JANTAR EM FAMÍLIA!
Jesus não recusava um convite para almoçar ou jantar nas famílias. Até mesmo na casa daqueles que faziam oposição à sua mensagem. Os fariseus são a principal referência religiosa da sociedade, entre os grupos influentes. Há entre Jesus e os fariseus uma mescla de simpatia e resistência. Jesus percebe que eles buscam viver fielmente a sua religião e creem servir a Deus através de suas práticas, sobretudo, ao cumprir com rigor as determinações da Lei.
A obediência cega e rigorosa da Lei tornava-os fanáticos. Esse modo de cumprir a Lei, que eles julgavam ser o correto, fazia com que se esquecessem do essencial dela: o amor a Deus e o amor ao próximo. Interpretavam a Lei de tal modo que se impediam de olhar para os outros com misericórdia e de pôr em prática a palavra de Deus: “Eu quero misericórdia e não sacrifícios” (Oseias 6,6).
O fato de Jesus e seus discípulos não terem lavado as mãos antes da refeição, cumprindo o que a regra escrita determinava para o jantar, deixou os fariseus escandalizados. Jesus aproveita para lembrar-lhes que não adianta preocupar-se apenas com a aparência, quando o interior não corresponde ao que a beleza externa apresenta, isso é “hipocrisia”.
ALMOÇO EM FAMÍLIA NÃO TEM PREÇO!
A refeição em comum, desde a época de Jesus é oportunidade de compartilhar a vida, partilhar experiências e sentir o aconchego fraterno de um lar. Jesus não perdia oportunidade em aceitar convites para almoços e jantas.
Os diversos modelos de família que a sociedade tem criado e o desejo de “liberdade” de muitos jovens que vão morar sozinhos, ou com amigos, tem fragilizado a família tradicional. Aquela que reúne: pais, avós, filhos, genros, noras, netos...
A alegria dos pais e avós é grande ao receber em seu lar, a sua família. Os irmãos voltam a se encontrar, os primos estreitam laços de amizade... Uns cuidam da cozinha, outros do churrasco, da cerveja, das bebidas... Os papos são colocados em dia... Difícil não partilhar as preocupações da vida profissional, os projetos, investimentos e sonhos... Os mais religiosos tomam a iniciativa de convidar todos para um momento de oração em volta da mesa... No final do dia, a bagunça parece geral, o cansaço toma conta e todos retornam aos seus lares.
Acredito que todas as famílias já viveram, ou ainda vivem a felicidade “desse algo” tão significativo que fica marcado para sempre na mente. Quantos e quantos valores cristãos podem ser relacionados num momento como esse: a autoestima elevada dos mais idosos, a união entre seus membros, o estreitamento de relações dos que entram na família (genros e noras), a convivência fraterna entre os primos, a reconciliação de algum desentendimento...
Valores como estes, não podem se perder. Tomemos a iniciativa de promover momentos assim, ainda que a família não esteja completa.
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