16 de Outubro de 2013
“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Isto é que deveríeis praticar, sem negligenciar aquilo. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro assento nas sinagogas e de serdes cumprimentados nas praças. Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, e sobre os quais as pessoas andam sem saber.” Um doutor da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas também a nós!” Jesus respondeu: “Ai de vós igualmente, doutores da Lei, porque carregais as pessoas com fardos insuportáveis, e vós mesmos, nem com um só dedo, não tocais nesses fardos!”
JESUS ADVERTE FARIESEUS E ESCRIBAS PELA PREOCUPAÇÃO COM A APARÊNCIA E O DESCUIDO COM A VIDA INTERIOR
O Evangelho de hoje é continuação do de ontem. Jesus está na casa do fariseu que O convidou para um almoço e ficou escandalizado porque Ele e seus discípulos não lavaram as mãos.
Ontem, Ele chamou a atenção para o excesso de preocupação com o exterior e o relaxamento com a vida interior. Hoje, Ele continua na mesma linha mostrando que eles se preocupam com o dízimo, e esquecem o principal que é a “justiça e o amor de Deus”.
Com isso, Jesus não deixa de reconhecer que o dízimo é importante, e afirma “que deveríeis praticar isto, sem negligenciar aquilo”. A prática da Lei não pode ser feita em benefício próprio. É aí que está exatamente a hipocrisia que Jesus os acusa: praticar os ensinamentos para tirar proveito e ser notado. Agir assim é viver de aparência.
VIVER DE APARÊNCIA NÃO REALIZA NINGUÉM!
Não querer ser aquilo que não se é... Ser nós mesmos! Acreditar que, do jeito que Deus fez é que somos capazes de brilhar, sem querer copiar ninguém; embora necessitemos de ter boas referências para nosso crescimento.
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Agir de acordo com a vontade do coração.
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Seguir as próprias intuições.
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Procurar ouvir, mas sem querer viver o que os outros pensam.
Se somos pessoas guiadas pela disciplina cristã e estamos em sintonia com a oração, somos capazes de levar tais recomendações a sério. A oração leva-nos a ter a “assessoria” do Espírito Santo fortalecendo nossas atitudes de coração, iluminando as intuições como revelações divinas, e buscando no testemunho das pessoas, as referências certas.
Quando não mostramos para os outros quem realmente somos, vivemos de aparências e estamos mais em dia com os outros do que com o nosso próprio interior. Às vezes precisamos seguir regras na vida social e no ambiente de trabalho, mas negar o nosso verdadeiro “eu” não leva ninguém adiante. Ao contrário, atrasa a vida.
As pessoas fortes são aquelas que creem em Deus e em si mesmas; na força Dele nelas. Essas não têm medo de mostrar sua personalidade e não vivem de aparências.
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