16 de Outubro de 2013
São Geraldo Majela
“De saúde frágil e inteligência limitada foi crescendo em santidade. Hoje é um santo do povo e referência para os Redentoristas”
Geraldo nasceu no dia 6 de abril de 1726, em Muro Lucano, pequena cidade do sul da Itália, filho da humilde família do alfaiate Majela, que lhe ensinou seu ofício. De constituição física muito frágil, cresceu sempre adoentado.
Ficou órfão de pai quando tinha quatorze anos de idade e, com a aprovação da mãe, Benedita, quis tornar-se um frade capuchinho. Mas foi recusado por ter pouca resistência física e saúde fraca. O jovem Geraldo não era de desistir das coisas facilmente. Foi trabalhar numa alfaiataria da cidade, e a vocação religiosa teve que ser sufocada.
Com dezenove anos de idade voltou para sua cidade e abriu uma alfaiataria. O que ganhava dava para sua mãe e suas irmãs, e ajudava os mais necessitados. Além de ajudar as moças pobres que queriam entrar no convento.
Em 1749, os redentoristas foram pregar uma missão em sua cidade e Geraldo, de tanto insistir com o superior, padre Cafaro, este acabou cedendo e o enviou para o seminário. A felicidade de Geraldo era visível.
Geraldo surpreendeu a todos por ser um homem obediente, dedicado à oração, desenvolvendo um trabalho simples, humilde, feito com amor. Dentre seus trabalhos estava o de fazer crucifixos. A ele são atribuídos dons especiais, como o da cura e do conselho. Era um homem muito querido no convento e na cidade.
Mesmo assim foi vítima de um golpe, armado por uma jovem que voltava do convento para casa. Para justificar sua desistência espalhou mentiras contra Geraldo, o acusando de ter praticado pecados de impureza com ela.
Chamado para defender-se, Geraldo preferiu manter o silêncio, seguindo o exemplo de Jesus. O castigo foi ficar sem receber a Eucaristia e sem ter contato com outras pessoas de fora do convento. Ele sofreu muito, pois tinha amor verdadeiro pela Santa Eucaristia. Somente depois a calúnia foi desmentida pela própria moça, ao ficar muito doente.
De saúde sempre frágil o “pai dos pobres”, como era conhecido pelo povo, morreu no dia 16 de outubro de 1755, no Convento de Caposele, com apenas vinte e nove anos de idade. Após a sua morte, muitos outros relatos de milagres foram atribuídos à sua intercessão. Em 1893, foi beatificado, sendo declarado padroeiro dos partos felizes. Em 1904, o papa Pio X canonizou-o e sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.
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