14 de Dezembro 2016
Bem-aventurado Pedro Donders
“Defensor dos negros, índios e
leprosos”
Pedro Donders nasceu em 27 de outubro de
1809, num povoado muito pobre no sul da Holanda. Sua família era muito
católica. Ficou órfão de mãe quando tinha apenas seis anos de idade, e aos doze
anos, deixou a escola primária para trabalhar como tecelão doméstico. Nos
momentos de folga, era catequista.
Sua vocação era o sacerdócio, e depois de
várias tentativas de ingressar numa congregação religiosa, e não ser
aceito, por causa da saúde frágil e da idade, finalmente foi admitido
em um seminário diocesano.
Foi ordenado sacerdote em 5 de junho de
1841, com 31 anos de idade. Um ano após a sua ordenação deixou a
pátria para nunca mais voltar. Chegando ao Suriname trabalhou em
Paramaribo, a capital, durante catorze anos. Foram atividades pastorais
que tinham como foco os mais abandonados. Fazia parte desse trabalho, visitas
aos escravos que viviam no abismo da miséria humana.
Em 1856 foi encarregado de coordenar a
Pastoral dos Enfermos, dedicando-se especialmente aos leprosos de Batávia,
numa espécie de reclusão para os excluídos da sociedade. A situação dos
leprosos em Batávia era tão crítica, que seus antecessores não aguentaram mais
que um ano. Pedro ficou quase trinta anos, sempre à disposição dos
pobres. Não se contentava somente com palavras piedosas. Fazia de tudo,
principalmente aos pacientes terminais. Levantava os doentes para dar-lhes de
beber e lavava com zelo aquilo que nenhum ser humano gostaria de ver: um corpo
humano quase decomposto, mas, vivo!
Em 1865 chegaram os Missionários
Redentoristas no Suriname, com a missão de continuar os trabalhos de
evangelização. Os padres holandeses poderiam retornar para a Holanda, mas padre
Pedro decidiu ficar e pediu ingresso na Congregação do Santíssimo Redentor, aos
58 anos de idade. Como missionário redentorista retornou para os seus
leprosos, em Batávia, e também trabalhou na evangelização dos índios.
Pedro
Donders morreu com plena lucidez e orando fervorosamente, no dia 14 de janeiro
de 1887, com setenta e sete anos de idade. Seu enterro foi comovente, pois
todos os leprosos participaram, caminhando ou arrastando-se até o lugar do
sepultamento.
No dia
23 de maio de 1982, o Papa João Paulo II o proclamou
bem-aventurado.
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