25 de Janeiro de 2016
Marcos 16,15-18
“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a
Boa-Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer
será condenado. Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão
demônios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes e beberem
veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os
doentes, estes ficarão curados”.
Entendendo
JESUS, ANTES DE “SUBIR”,
PEDE AOS DISCÍPULOS QUE O
MUNDO CONHEÇA DEUS!
O contexto do evangelho de hoje é a
“ascensão”. A subida de Jesus, voltando para Deus, marca forte na vida daqueles
discípulos – tanto o fato extraordinário da “subida”, como a responsabilidade
que Jesus atribuiu a eles de serem continuadores de sua missão.
Toda a formação investida pelo Mestre,
nos três anos de preparação devia ser colocada em prática a partir daquele
momento: As longas caminhadas; os discursos dirigidos às multidões; debates com
seus adversários foram, também, ocasiões propícias para tornar conhecido seu
pensamento.
Seu modo de tratar as pessoas,
especialmente os pecadores e marginalizados; seu relacionamento íntimo com o
Pai; sua liberdade diante da Lei; sua ação enérgica contra a injustiça e
exploração da boa-fé do povo serviam de alerta para os discípulos, em vista da
atitude que deveriam tomar, daquele momento em diante.
E assim foi feito! Mesmo diante de tantas
dificuldades, mesmo tendo que pagar o preço forte de muitos serem mortos assim
como seu Mestre, os discípulos levaram à frente a missão. E, graças a eles,
buscamos continuar, hoje, mesmo diante das nossas limitações humanas, seguir a
Jesus e cumprir sua missão no mundo.
Atualizando
O NOSSO JEITO DE SER
E DE VIVER REFLETE O DEUS
QUE NÓS ACREDITAMOS!
Ao vermos uma fotografia, logo associamos
aquela pessoa à sua história, sua vida, seu jeito de ser e viver. A Bíblia
afirma que fomos “criados à imagem e semelhança de Deus” (Gênesis 1,26). Podemos afirmar que Deus está sendo
apresentado por nós, através das nossas atitudes.
Nesta história comovente, Deus é apresentado por dona Almira da
Silva Oliveira.
Essa história
começa bem longe, nos confins da Bahia, quase divisa com Pernambuco. Certo dia,
num lugar chamado Pilão Arcado, cidade com pouco mais de 30 mil habitantes,
apareceu uma menina. Veio sem parentes, referência, história, rumo. Sem
destino. Só dizia ser do Piauí. Na cidade, a menina, então com 18 anos,
engravidou. Vivia pelas ruas.
Prostituía-se.
Bebia, para esquecer o sofrimento e a solidão. Uma moradora da cidade, Almira
da Silva Oliveira, hoje com 57 anos, cabelos grisalhos, viúva, quatro filhos,
nove netos, conheceu a menina e sua barriga que começava a aparecer.
"Toda a vida gostei de ajudar os outros", conta a
mulher. Almira, que pelejava na roça, ajudou a menina grávida. Dava-lhe o que
comer. "E dormida também",
lembra a baiana.
Chegou o dia
do parto. Almira foi visitar o bebê da menina por quem se afeiçoara. Assim que
deixou o hospital, a jovem mãe disse: "Dona
Almira, fique com meu filho. Não posso criar ele. Tenho minha vida pra
seguir". E se foi, para sempre. Nos braços de Almira, ficaram o
bebê e a certidão de nascimento. Meses depois, Almira recebeu a notícia de que
a menina havia morrido. "Eu pensei:
'Coitada, meu Deus, só pode ter sido de tanto beber'. Não imaginava que podia
ser essa doença", ela conta.
O filho que
não era seu começava a adoecer. "Ele
começou a vomitar e a ter muita diarréia", ela diz. Depois, vieram
sucessivas gripes. Febre alta e pneumonias. Emagrecia a olhos vistos. Exames
não diziam ao certo o que aquela criança tinha. Uma médica de São Paulo, que
chegara à cidade, o examinou. E disse àquela mulher que havia se tornado mãe de
filho não parido: "Procure um lugar para levar esse bebê. O problema dele
é sério, muito grave".
Desesperada, dona
Almira pediu ajuda na cidade inteira para a viagem. Catou e contou moedas.
Despediu-se dos filhos, dos netos e embarcou num ônibus-pirata para Brasília.
Nos braços da "mãe",
o menino sacolejou por dois dias. Pedro completara 9 meses. Durante a
viagem, ele passou muito mal. Chegou a vomitar sangue. Almira chorou. Pediu a
Deus que não deixasse seu filho morrer naquela estrada.
E finalmente o
ônibus chegou à Rodoviária do Paranoá. Pedro agonizava. Com a ajuda de algumas
pessoas, Almira chegou ao hospital da cidade. Lá, pela primeira vez, ouviu o
que jamais esqueceria. Uma médica lhe disse: "Essa criança tem Aids". Almira chorou de desespero. E
desamparo. De ambulância, Pedro foi transferido ao Hospital Regional da Asa Sul
(Hras). Ficou internado durante quatro meses. Chegou o dia da alta. Para
onde ir com seu filho? "O povo me
ajudou. Aluguei um barraco em Itapoã", responde Almira.
Um dia, a mãe
levou Pedro a uma consulta. Quando voltou, o barraco inteiro havia pegado fogo.
Perdeu o quase nada que tinha. Perto dali, uma amiga lhe abrigou na casa dela
por uns dias. Mas na vizinhança ninguém podia saber que Pedro tinha Aids. E
assim se fez. Almira viajou à Bahia. Foi vender quatro bodes, a geladeira e uma
velha cama. Voltou para Brasília. "Aqui não falta remédio. O governo
dá todo mês. Meu filho vai viver", ela promete, com esperança
inabalável.
Almira
entendeu que precisava comprar um lote, construir seu barraco e viver com seu
filho. Juntou todas as economias (uma médica do Hras, encantada com Pedro, lhe
deu R$ 300) que conseguiu na vida: R$ 3 mil. Comprou o lote. E construiu seu
barraco de dois cômodos, chão de terra dura, parede no reboco e telha de
amianto. Numa mesma cama, dormem mãe e filho. Falta quase tudo. Menos a vontade
de viver.
Viúva, Almira
sobrevive com a pensão de R$ 300. Os vizinhos, tão carentes quanto ela, ajudam
no que podem. "Tem dia que só dá pra ele... Eu fico sem comer, mas ele
não", ela diz, com os olhos marejados.
Mesmo com
tanto sofrimento, o espevitado Pedro ainda ri. Sentado no colo da mãe, ele
confessa: "Ela é minha mãe
linda". Ela o beija com ternura e devolve, comovidamente: "Ele é minha bênção. É tudo na minha
vida". Almira entrou com pedido de adoção na Vara da Infância e da
Juventude. "Com fé em Deus vai
dar certo", torce.
Pedro está
impaciente. Não vai à escola, que adora, há uma semana. Os gânglios
linfáticos do pescoço estão inchados. "Ontem
saiu o resultado do exame da carga viral dele. A médica disse que tá
bom. Basta ele ter repouso e comer bem", conta a mãe. Repouso?
É tudo que Pedro não consegue. Brinca com seu periquito, que aprendeu a chamar
seu nome. E canta, para as visitas, a música que aprendeu há pouco no
colégio: "Santo anjo do Senhor,
meu zeloso guardador, se a ti me confiou..."
Pede à
fotógrafa para ele mesmo tirar fotos. Extasia-se com o que seus olhos e
mãozinhas ágeis são capazes de fazer. Almira se encanta: "Ele é muito inteligente".
Na despedida, Pedro abraça o repórter, que, àquela altura, virou "tio". E diz, no
portão: "Até a próxima".
Impossível não querer voltar para rever aquele menininho de olhos pretos e
vivos.
De tanto
acreditar em super-heróis, ele também acha que tem superpoderes. E assim
desafia todo dia o inimigo que o ameaça. Com cara de gente grande, ele explica:
"A Aids é uma doença que faz a
pessoa tomar remédio. Eu tomo pra curar o vírus... Minha mãe disse que vou
ficar bom".
Fonte: www.aeradoespirito.net
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